Mau tempo: Mais de 70% do concelho de Oleiros sem comunicações ou com instabilidade

O presidente da Câmara de Oleiros disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade, numa altura em que “diminui significativamente” o número de pessoas sem energia elétrica.

© D.R.

“Possivelmente, ainda temos mais de 70% do território do concelho com falta de comunicações móveis ou muito instáveis”, assinalou à agência Lusa Miguel Marques.

À agência Lusa, o presidente da Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disse que, no que toca à internet, “em algumas freguesias do concelho a fibra regressa aos poucos, mas ainda também com uma larga percentagem do território sem fibra”.

Na segunda-feira, o presidente disse à agência Lusa que mais de mil pessoas estavam sem ligação energética, nem acesso a geradores. Hoje, adiantou que o número “diminuiu significativamente para entre 200 a 300 pessoas”.

“Temos duas equipas da E-Redes no terreno desde bem cedo, acompanhadas por dois funcionários do município”, indicou o presidente, que disse ter “ainda seis geradores a funcionar” no concelho.

Miguel Marques disse que na segunda-feira “não foi possível repor a média tensão e, por isso, é necessário continuar a recorrer a geradores, quatro da E-Redes e dois do Município” de Oleiros.

Desde segunda-feira que a Câmara de Oleiros tem no terreno, “em todas as freguesias, 10 equipas para fazerem o levantamento dos danos sofridos, seja em equipamentos públicos ou em particulares”.

“Temos também uma equipa técnica municipal a fazer um levantamento dos edifícios públicos e, em caso de necessidade, a apoiar essas equipas, para que, muito rapidamente, possamos contabilizar todos os danos sofridos” com a passagem da depressão Kristin, indicou Miguel Marques.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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