Bombeiros de Pedrógão Grande vão ocupar pavilhão em zona industrial

O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, que ficou inoperacional desde a depressão Kristin, há três semanas, vai ser instalado transitoriamente na Zona Industrial do Valbom, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara.

© Folha Nacional

“Decidimos adquirir o lote 14, que tem um pavilhão de uma empresa que estava desativada, com cerca de 1.500 metros quadrados”, declarou João Marques, referindo que “o pavilhão não vai servir exatamente para todas as necessidades dos bombeiros, nomeadamente a parte das camaratas”.

Contudo, João Marques disse acreditar que o Estado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Liga dos Bombeiros Portugueses vão “colaborar com os bombeiros na cedência de contentores para camaratas e casas de banho”.

“Agora, para parqueamento dos veículos, para serviços administrativos, para gabinetes de trabalho, para oficinas, aquele pavilhão que adquirimos é perfeitamente suficiente”, adiantou o autarca.

A aquisição tem um custo de 300 mil euros.

O mesmo espaço vai também acolher o Serviço Municipal de Proteção Civil, além da Associação dos Produtores e Proprietários Florestais, e a Associação de Desenvolvimento Pinhais do Zêzere, cujas instalações também foram “muito afetadas” pelo mau tempo.

“A intenção foi alojar estes serviços que nós consideramos essenciais e também alguns da Câmara, cujos edifícios também ficaram deteriorados”, explicou o presidente daquele município do distrito de Leiria.

O lote daquela zona industrial também permite receber os materiais de construção que têm sido doados à autarquia e que vão “ser utilizados para reabilitar o parque habitacional e os edifícios públicos que foram degradados no concelho”, referiu, notando que “está mesmo ao lado dos atuais armazéns da Câmara”.

Questionado sobre quando se prevê a mudança do quartel, João Marques disse ainda desconhecer, mas frisou “quanto mais rápido melhor, porque, de facto, estão em péssimas condições”.

“Logo que tenham os contentores para as camaratas e casas de banho colocados, penso que farão a transferência total para lá”, adiantou.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Luís David, acrescentou à Lusa que “a associação e o comando pediram ajuda imediata à ANEPC, para contentores para camaratas e casas de banho”.

No dia 07, Luís David afirmou que o quartel tem prejuízos de cerca de 720 mil euros, tendo apelado à ajuda monetária para a recuperação.

“Os danos são estruturais, paredes, telhado. Os bombeiros estão a dormir dentro de tendas cedidas pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] dentro do quartel, que se encontra inoperacional”, declarou na ocasião Luís David.

Num texto enviado à agência Lusa e publicado nas redes sociais, a associação referiu que “o quartel ficou gravemente destruído, espaços essenciais tornaram-se inutilizáveis e as condições de trabalho — já duras — tornaram-se indignas de quem dá tudo sem nunca pedir nada em troca”.

A associação esclareceu que a recuperação do espaço é superior a meio milhão de euros, apelando à ajuda, para sublinhar que, “cada donativo, por mais pequeno que pareça, é um tijolo de esperança”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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