Mau tempo: Cerca de 51 mil pessoas continuam sem comunicações em 33 concelhos

Cerca de 51 mil pessoas continuavam na segunda-feira sem comunicações na sequência do mau tempo, revelou hoje a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.

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De acordo com dados fornecidos pelo coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, numa conferência de imprensa em Leiria, na qual estiveram a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, à data de segunda-feira 51.086 utilizadores estavam sem comunicações quando, em 18 de fevereiro, eram 83.900.

A situação afeta utilizadores de 33 concelhos (menos três do que em 23 de fevereiro), sendo que clientes da rede fixa afetados eram 40.398, enquanto da rede móvel 10.688.

Contudo, comparativamente a 23 de fevereiro, o número de clientes da rede fixa sem comunicações aumentou 6.779 (passando a 40.398), enquanto os da rede móvel diminuíram 3.941 (totalizando 10.688).

A Estrutura de Missão adiantou que há “139.500 sinistros registados”, com 505 milhões de euros apurados, sendo que 85% referem-se a habitações e 15% a empresas.

Aquela entidade referiu ainda que, neste âmbito, há 4.357 participações por dia, sendo que 80% são peritadas em 15 dias.

A energia em baixa tensão está “restabelecida a 100 por cento”, havendo três empresas sem abastecimento de média tensão.

Já para apoio à recuperação de habitação própria e permanente, a Estrutura de Missão indica que há por agora 22.460 candidaturas, mas 40.589 registos na plataforma.

Aquelas candidaturas somam, numeros redondos, 130 milhões de euros, num valor médio de 5.797 euros.

O apoio por perda de rendimento tem 4.932 pedidos, enquanto as linhas de crédito ao investimento e tesouraria (no total dois mil milhões de euros) contabilizam 5.068 candidaturas num montante na ordem dos 1.200 milhões de euros.

Já os pedidos de ‘lay-off’ (suspensão dos contratos de trabalho) são 423, de 408 empresas e 3.668 trabalhadores.

Dezoito pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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