PJ detém 10 pessoas incluindo três administradores judiciais ligados ao advogado Paulo Topa

Operação da Polícia Judiciária (PJ) resulta na detenção de dez suspeitos e várias buscas no distrito do Porto, numa investigação que envolve alegados desvios em processos de insolvência.

© Facebook da PJ

A Polícia Judiciária deteve 10 pessoas no âmbito de uma investigação a um alegado esquema de fraude e desvio de verbas associadas a processos de insolvência. Entre os detidos encontram-se três administradores judiciais e outros suspeitos ligados ao advogado Paulo Topa, que já se encontra em prisão preventiva, avançou a SIC Notícias esta terça-feira.

As detenções resultam de uma investigação que ganhou expressão pública no final do ano passado, após uma reportagem televisiva ter revelado indícios de um alegado desvio de cerca de 10 milhões de euros.

Segundo elementos apurados pelas autoridades e citados pela SIC Notícias, o grupo é suspeito de ter criado, ao longo de aproximadamente uma década, dezenas de empresas de fachada com o objetivo de simular créditos e manipular processos de insolvência. As suspeitas incluem ainda o aliciamento de pessoas em situação de vulnerabilidade, entre elas um sem-abrigo, para atuarem como testas-de-ferro nas sociedades constituídas.

O mandado de detenção de Paulo Topa terá sido emitido por suspeitas da prática de crimes económico-financeiros e pelo risco de fuga para o estrangeiro. O advogado foi detido no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando regressava de Casablanca, em Marrocos. Em 2025 já tinha sido detido por duas vezes, mas acabou libertado. No final do ano passado voltou a ser detido, ficando então em prisão preventiva.

De acordo com a mesma fonte, a operação inclui buscas domiciliárias e em escritórios no distrito do Porto, com vista à apreensão de documentação e material informático relevante para a investigação.

Os suspeitos poderão vir a responder por crimes como fraude qualificada, falsificação de documentos, associação criminosa e outros ilícitos de natureza económico-financeira. O inquérito prossegue sob a direção do Ministério Público.

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