Regulador ordena retriagem de utentes nas urgências após morte em Coimbra

A Entidade Reguladora da Saúde ordenou à Unidade Local de Saúde de Coimbra que garanta a retriagem de utentes na urgência por profissionais de saúde, após um doente ter morrido ao fim de 18 horas à espera.

© LUSA/NUNO VEIGA

Numa deliberação de novembro do ano passado, hoje divulgada, o regulador instrui a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra a garantir que na prestação de cuidados de saúde nas urgências são respeitados os direitos aos cuidados adequados, não sujeitando os utentes a “períodos de espera excessivamente longos para realização de tratamentos”.

Na mesma instrução, diz que a unidade de saúde deve fazer a retriagem dos utentes “sempre que excedido o tempo alvo de atendimento fixado pelo Sistema de Triagem de Manchester” e garantir que estes procedimentos são do conhecimento dos seus profissionais de saúde e por eles efetivamente adotados.

A deliberação resulta do caso de um utente de 66 anos que deu entrada nas urgências às 13:45 do dia 09 de novembro de 2024, encaminhado pelos Cuidados de Saúde Primários (CSP) de Tábua, e fez a primeira triagem às 14:26, tendo recebido pulseira amarela (urgente – com atendimento recomendado em 60 minutos).

Segundo a explicação dada pela ULS de Coimbra, o utente foi encaminhado, depois da primeira triagem, para a área da urgência básica, destinada a utentes autónomos, e encontrado morto pelas 07:45, depois de ter faltado às duas chamadas para observação médica entretanto feitas.

Após as duas chamadas para observação sem resposta (17:52 e 18:44), foi dada alta administrativa ao utente, pelas 21:52, por motivo de abandono, segundo o relato da ULS.

Contudo, pelas 05:00 do dia seguinte (10 de novembro), quase três horas antes de ser encontrado morto, o doente solicitou um cobertor e água à equipa de enfermagem.

Face ao desfecho fatal, a ERS diz à ULS de Coimbra que deve sempre garantir que os utentes a aguardar no serviço de urgência são triados sempre que for ultrapassado o tempo de resposta definido no sistema de Manchester e que os profissionais de saúde devem confirmar esta retriagem.

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