Universidade Nova descobre mecanismo de enzima para reduzir carbono

Investigadores da Universidade Nova de Lisboa descobriram como uma enzima natural capta e reduz o dióxido de carbono (CO2), abrindo caminho para uma "nova geração de tecnologias" para combater as alterações climáticas, foi hoje divulgado.

© D.R.

O CO2 é o gás que mais contribui para o efeito de estufa que aumenta o aquecimento global.

Em comunicado, a instituição assinala que o estudo, publicado na revista científica Angewandte Chemie International Edition, “fornece o conhecimento estrutural necessário para inspirar novas tecnologias verdes”.

Recorrendo a técnicas avançadas de Cristalografia de raios-X, os investigadores conseguiram visualizar como as moléculas de diversos gases se deslocam no interior da enzima e perceberam, após diversos processos de experimentação e análise, “que a enzima evoluiu para uma estratégia estrutural inteligente: concentrar o substrato (CO2) o mais perto possível do local da reação, aumentando significativamente a eficiência de todo o processo”.

Combinando “Biologia Estrutural, Enzimologia e Engenharia de Proteínas, Física e Modelação Computacional” foi possível “revelar o funcionamento deste sistema biológico com um nível de detalhe sem precedentes”.

“Compreender ao detalhe atómico como estas enzimas funcionam e guiam o CO2 no seu interior dá-nos o conhecimento fundamental necessário para desenhar tecnologias mais eficientes”, explicam Maria João Romão e Cristiano Mota, investigadores da Unidade de Biociências Moleculares Aplicadas (UCIBIO), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT) e coordenadores do estudo, citados no comunicado.

“Esta descoberta inspira diretamente o desenvolvimento de novos catalisadores artificiais para a captura industrial de carbono e produção de energia limpa”, adiantam.

O comunicado lembra que “um dos maiores desafios científicos e ambientais da atualidade” é reduzir os níveis de CO2 na atmosfera, salientando que os combustíveis verdes e sustentáveis são essenciais no combate às alterações climáticas.

O trabalho tem como primeiros autores Guilherme Vilela-Alves da UCIBIO da NOVA FCT e Rita Rebelo Manuel, sob orientação de Inês Cardoso Pereira, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB), da Universidade Nova.

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