Clóvis Abreu, cigano envolvido na morte do agente da PSP e que esteve foragido à justiça, vai processar André Ventura por difamação e racismo

André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.

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O presidente do CHEGA, André Ventura, assegura que não se deixa intimidar e reafirma que continuará a denunciar decisões judiciais que desrespeitam a memória do agente da PSP Fábio Guerra, após saber que será alvo de uma queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu.

“Não recuo um milímetro. Estarei sempre ao lado dos polícias e das vítimas, nunca dos criminosos”, tem defendido Ventura, reiterando que continuará a exercer o direito à crítica política e à liberdade de expressão, mesmo perante ações judiciais.

A queixa foi apresentada por Clóvis Abreu, que acusa o líder do CHEGA de difamação agravada e discriminação, na sequência de declarações divulgadas nas redes sociais após a decisão dos tribunais superiores no processo da morte do agente da PSP Fábio Guerra.

Ventura sustentou que Clóvis Abreu foi responsável pela morte do agente e criticou duramente a decisão da Justiça que o absolveu do crime de homicídio, considerando-a “inaceitável” e “um insulto para todos os polícias”. Para o presidente do CHEGA, o caso simboliza aquilo que diz ser “o falhanço do sistema judicial em proteger quem protege os portugueses”.

Clóvis Abreu, que esteve vários meses foragido antes de se entregar às autoridades, foi absolvido do crime de homicídio pelo Tribunal da Relação de Lisboa, decisão confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça. Ainda assim, manteve condenações por outros crimes relacionados com as agressões que antecederam a morte do agente da PSP.

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