PSP recebeu 853 denúncias de burlas com acidentes simulados nos últimos anos

A PSP registou 853 denúncias de burlas com acidentes simulados, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, um crime que atinge particularmente idosos e que tem vindo a aumentar.

© Facebook/PSP

A Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública alertou, em comunicado, para as burlas por falso acidente, ou seja, quando é simulado um acidente com o intuito de obter dinheiro de um condutor.

“As vítimas, por sua vez, são normalmente pessoas idosas, vulneráveis, quer pela idade, doença ou fragilidade económica, e acabam por ser coagidas a entregar quantias monetárias com o recurso à intimidação e/ou ameaça física”, especificou a PSP.

O engodo consiste numa abordagem ao condutor quando efetua algum tipo de manobra com o carro, na maioria das vezes marcha-atrás, nomeadamente em estacionamentos nas grandes superfícies comerciais, afirmando que a vítima embateu na viatura do burlão e solicitando uma compensação imediata (quantia monetária), com recurso a “manipulação, pressão psicológica ou mesmo intimidação”.

De acordo com a PSP, a abordagem pode ser feita de imediato, quando a vítima se encontra parada dentro da viatura ou quando já iniciou a marcha e é seguida pelo suspeito numa outra viatura, levando a vítima, através de sinais luminosos, sonoros ou apenas por gestos, a imobilizar a viatura de forma a perceber o que se passa.

“Por vezes, surgem situações em que não há envolvimento direto de viaturas e, ao invés, o suspeito alega um atropelamento, no qual os danos alegadamente provocados foram físicos ou materiais (envolvendo os óculos ou o telemóvel)”, relatou a PSP.

Depois desta primeira interação, o burlão solicita ser ressarcido dos danos causados, “pressionando a vítima à entrega de dinheiro no momento, sem necessidade de participação do acidente e sem a presença da autoridade policial”, por forma a evitarem acionar o seguro e tratarem o assunto com maior celeridade.

A PSP teve conhecimento de situações recentes em que o autor apresentou à vítima um TPA (Terminal de Pagamento Automático), insistindo no pagamento imediato.

“Em qualquer uma das situações mencionadas, para credibilizar todo o enredo, o burlão apresenta à vítima dor física, no caso da simulação de atropelamento, ou o dano no objeto em questão (quebra ou risco, seja na viatura ou no telemóvel), que normalmente já existia antes do alegado embate”, acrescentou a PSP.

Quando se trata de danos em viatura, ainda junto da vítima, o suspeito simula um contacto telefónico de voz com uma oficina de reparação automóvel ou com uma operadora de comunicações, transmitindo o dano e fingindo receber um valor de orçamento, que, por sua vez, transmite à vítima, segundo a mesma fonte.

Nos últimos anos, assistiu-se a um aumento do número de ocorrências participadas pelo crime de burla por falso acidente, com um pico mais acentuado no passado, em que foram denunciadas 339 situações, contra 86 em 2021.

As vítimas têm maioritariamente idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos (40%), seguindo-se as vítimas com mais de 80 anos (39%). Os homens estão em maioria (65%), face às mulheres (35%).

A polícia recomenda que, em qualquer situação que envolva o método descrito ou outros semelhantes, seja contactada a PSP e solicitada a participação do acidente.

A polícia aconselhou ainda os condutores a não pararem a marcha quando receberem sinais de luzes de outra viatura, ao serem seguidos.

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