Mau tempo: Abastecimento de água a quase 900 clientes em Leiria assegurado por gerador

O abastecimento de água a quase 900 clientes em Leiria está a ser assegurado por gerador, seis semanas depois de a depressão Kristin ter atingido o concelho, revelaram hoje os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

© D.R.

Segundo o administrador-delegado dos SMAS de Leiria, Ricardo Gomes, à data de hoje está ainda em funcionamento um gerador, instalado no reservatório de Casal da Quinta, por falta de rede pública de energia elétrica.

“Na ausência de um gerador, a continuidade do abastecimento de água ficaria comprometida, afetando 895 clientes na freguesia da Bidoeira de Cima”, explicou Ricardo Gomes.

Este responsável precisou que “o gerador é disponibilizado pela E‑Redes [principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão], enquanto o abastecimento de gasóleo é assegurado pelos SMAS de Leiria”.

“Estamos em contacto com a E‑Redes, prevendo-se que a situação fique resolvida nos próximos dias”, adiantou.

Ainda de acordo com Ricardo Gomes, desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, e, até ao momento, a empresa gastou em combustível para geradores 113 mil euros.

“No que diz respeito à utilização de geradores, prevê-se que a situação esteja normalizada até ao final desta semana. Já as reparações dos edifícios deverão prolongar-se por vários meses”, acrescentou.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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