CHEGA quer impedir cirurgias de mudança de sexo em menores

A possibilidade de realizar cirurgias de mudança de sexo em menores voltou a entrar no centro do debate político. Desta vez, através de uma proposta apresentada no Parlamento que pretende colocar um limite claro: nenhuma intervenção cirúrgica deste tipo antes da maioridade.

© Folha Nacional

O CHEGA deu entrada na Assembleia da República com um projeto de lei que pretende impedir cirurgias de mudança de sexo em menores de idade. A proposta parte da ideia de que decisões médicas irreversíveis só devem ser tomadas quando a pessoa atinge a idade adulta.

Segundo o diploma a que o Folha Nacional teve acesso, intervenções cirúrgicas desta natureza levantam questões médicas, éticas e legais particularmente sensíveis quando envolvem crianças e adolescentes. Por esse motivo, o partido liderado por André Ventura defende que o Estado deve estabelecer uma proteção legal que impeça estas cirurgias antes dos 18 anos.

O tema tem ganho dimensão em vários países, onde governos, sistemas de saúde e comunidades médicas têm discutido os limites das intervenções médicas relacionadas com a mudança de sexo em menores.

No projeto apresentado, o partido sustenta que a legislação portuguesa deve acompanhar este debate internacional e garantir que procedimentos considerados irreversíveis não sejam realizados numa fase da vida em que a identidade pessoal ainda está em desenvolvimento.

A proposta pretende, assim, introduzir uma proibição explícita destas cirurgias em menores, deixando qualquer decisão dessa natureza para a idade adulta.

O projeto de lei segue agora para debate na Assembleia da República, onde será discutido pelos restantes partidos com assento parlamentar.

Últimas de Política Nacional

Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.
A passagem de Silvério Regalado pela Câmara Municipal de Vagos está a gerar crescente contestação no concelho, depois de terem vindo a público os números das contas municipais.
O presidente do CHEGA revelou este sábado que o partido e o Governo PSD/CDS-PP têm reuniões marcadas, para a próxima semana, para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas em contratos até aos 10 milhões de euros.