PSD defende pagamento da indemnização do Estado a José Sócrates

A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.

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O tema esteve em destaque no programa Parlamento, da RTP, onde a deputada do PSD Eva Brás Pinho defendeu que, num Estado de direito, as decisões dos tribunais devem sempre ser cumpridas, nomeadamente a indemnização a José Sócrates.

A posição foi de imediato contestada pelo deputado do CHEGA Pedro Frazão, que considerou a indemnização inaceitável e responsabilizou PS e PSD por nunca terem promovido reformas profundas no sistema judicial. O deputado do CHEGA afirmou que a situação evidencia falhas estruturais na justiça e defendeu alterações legislativas para evitar que casos semelhantes se repitam.

Durante o debate, Pedro Frazão acusou os partidos que governaram Portugal nas últimas décadas de falta de vontade política para reformar a justiça e combater de forma mais eficaz a corrupção, sustentando que decisões como esta contribuem para aumentar o sentimento de descrédito dos cidadãos nas instituições.

A discussão subiu de tom quando a deputado do PSD Eva Brás Pinho afirmou que não iria discutir matérias de Direito com “um médico veterinário”, numa referência à profissão exercida por Pedro Frazão antes da política. O deputado do CHEGA respondeu que todos os eleitos têm igual legitimidade para participar no debate parlamentar, independentemente da sua formação académica, acusando a deputada social-democrata de recorrer a um ataque pessoal em vez de responder aos argumentos políticos.

A decisão judicial continua a dividir o panorama político. Enquanto o PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais, o CHEGA considera que a atribuição de uma indemnização ao antigo primeiro-ministro constitui um sinal preocupante para a credibilidade da justiça e já apresentou propostas de reforma do sistema judicial.

O caso continua a suscitar reações no espaço político, num momento em que o funcionamento da justiça e a responsabilização do Estado voltam a ocupar o centro do debate público.

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