Mais de 80% dos Bombeiros de Sever do Vouga em rutura com direção

Mais de 80% dos bombeiros da corporação de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, passaram à inatividade em rutura com a direção da Associação Humanitária.

© Folha Nacional

Fonte da corporação disse hoje à Agência Lusa que 62 bombeiros do corpo ativo decidiram passar à inatividade, incluindo o comandante da corporação Telmo Asensio e o adjunto de comando José Pereira, tendo-se mantido em funções cerca de 15 elementos.

A decisão tomada na segunda-feira é o culminar de um conflito que se arrasta há meses entre os bombeiros e a direção da Associação Humanitária liderada por Joaquim Macedo.

Numa nota publicada na página da rede social Facebook, o corpo de Bombeiros de Sever do Vouga agradece ao comandante e ao adjunto de comando a dedicação, proatividade e elevado sentido de responsabilidade demonstrados no desempenho das funções que agora cessam, expressando ainda um reconhecimento especial aos 62 bombeiros que decidiram passar à inatividade, pelo empenho, entrega e dedicação à corporação.

A agência Lusa contactou o presidente da direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Sever do Vouga, Joaquim Macedo, mas até ao momento não obteve resposta.

Em declarações à Lusa, a vice-presidente da câmara, Paula Coutinho, garantiu que o socorro à população do concelho está assegurado.

“A direção [da associação humanitária] garantiu-nos que o socorro estaria assegurado. A nossa preocupação maior é que o socorro esteja garantido”, disse a autarca.

Paula Coutinho lembra que a câmara tem assumido um papel de mediador neste processo, uma vez que se trata de uma associação com os seus órgãos próprios e a sua gestão própria.

“O nosso papel foi de mediador para tentar que as coisas fossem a bom porto e tivemos diversas reuniões com ambas as partes para que isso acontecesse. Infelizmente, não deu grandes frutos, mas estamos atentos e acompanhar a situação, por forma a que não haja problemas maiores”, referiu.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, explicou que a primeira intervenção tem de ser garantida pelo corpo de bombeiros local, adiantando que pode haver um reforço das corporações dos concelhos vizinhos mediante a disponibilidade de cada uma.

“Se houver um incêndio urbano em Sever do Vouga, e for preciso reforço, Albergaria irá, se tiver capacidade e disponibilidade no momento para ir em reforço”, explicou.

No início deste ano, cerca de sete dezenas de bombeiros de Sever do Vouga escreveram uma carta aberta a pedir a substituição da atual direção da Associação Humanitária, que acusam de tomar “decisões menos acertadas” que “afetam e interferem com as dinâmicas do corpo de bombeiros”.

Além de carências ao nível dos equipamentos de proteção individual, os bombeiros queixam-se da falta de investimento direto em aquisições de viaturas de socorro e más condições de conforto no quartel.

No plano organizacional e de gestão, os bombeiros acusam a direção de interferência em questões operacionais, com ordens dadas diretamente a bombeiros, e ingerência na resposta ao socorro, interferindo com a organização e dinâmicas instituídas.

Últimas do País

O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou mais de 6.700 casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) este ano, uma média de 26 situações por dia, números que têm vindo a aumentar desde 2024.
Profissionais das duas forças de segurança saem à rua na capital para reivindicar melhorias salariais e contestar as condições remuneratórias.
Portugal regista, em média, uma tentativa de homicídio com arma de fogo a cada 48 horas, de acordo com dados noticiados pelo Jornal de Notícias.