PJ faz buscas nos Açores e em Lisboa por suspeita de favorecimento de companhia aérea

A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.

© D.R.

Em comunicado, a PJ adianta que a operação “Last Call”, foi desenvolvida hoje através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e, no seu âmbito, foram realizadas buscas nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial e em Lisboa.

“No âmbito das diligências realizadas, foram recolhidos importantes elementos de prova dos factos em investigação, tendo sido constituídos cinco arguidos”, adiantou.

A operação policial permitiu o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em domicílios, organismos públicos, associações de direito privado e escritórios de advogados, “no âmbito do inquérito onde se investiga a prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes”.

Segundo a PJ, em causa “estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030”.

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção adianta que vai dar continuidade à investigação, “procedendo à análise aos elementos probatórios recolhidos, com vista a determinar o apuramento integral das responsabilidades criminosas e assegurar a conclusão célere da investigação”.

A Antena1/Açores adiantou que a PJ fez buscas na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, com sede em Angra do Heroísmo (ilha Terceira), e na Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

O diretor regional do Planeamento e Fundos Estruturais, Nuno Melo Alves, confirmou à Antena 1/Açores a realização das buscas.

A agência Lusa tentou obter informações junto do Governo Regional dos Açores, mas não foi possível até ao momento.

Na operação participaram 65 elementos da PJ, além de dois juízes de instrução criminal, cinco magistrados do Ministério Público, dois elementos da Ordem dos Advogados e três elementos do Núcleo de Assessoria Técnica do Ministério Público.

O inquérito corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.

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