Duas pessoas acusadas por alegado desvio de verbas dos bombeiros de Tábua

O Ministério Público (MP) de Coimbra revelou hoje que deduziu acusação contra dois arguidos, uma pessoa singular e uma pessoa coletiva, por alegada apropriação de diversas quantias pertencentes à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tábua (AHBVT).

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Numa nota publicada na sua página de internet, o MP de Coimbra indica que os arguidos estão acusados da prática dos crimes de peculato, branqueamento e falsificação de documento.

Em causa está a apropriação, entre 2013 e 2018, de diversas quantias pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Tábua, no distrito de Coimbra, por parte do arguido que “aí desempenhava funções de gestor, diretor de Centros de Exames de Condução, tesoureiro e ainda, ao arrepio das normas vigentes em matéria de impedimentos, de contabilista certificado”.

“O arguido foi paulatinamente apropriando-se de quantias existentes nas contas bancárias da AHBVT e das caixas dos Centros de Exame detidos pela mencionada Associação, a que tinha acesso em virtude das suas funções, canalizando-as para contas pessoais e para a conta da sociedade comercial arguida, por si constituída e de que era representante”, adianta.

De acordo com o MP de Coimbra, em simultâneo, o arguido “falseava os elementos contabilísticos” dos Bombeiros Voluntários de Tábua “forjando documentos falsos” e impedindo assim os demais membros da direção de se aperceberem das apropriações.

“O arguido apoderou-se da quantia de 369.644,44 euros, que foi parcialmente por si usada na aquisição de diversos imóveis”, acrescenta.

No âmbito do processo, foi requerida a perda desse montante a favor do Estado, por “corresponder à vantagem dos crimes, sem prejuízo da legítima pretensão indemnizatória da ofendida”.

A investigação foi conduzida pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ).

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