Setor agrícola asfixiado com escalada dos custos de produção devido à guerra no Médio Oriente

A Confederação Nacional dos Jovens Agricultores e do Desenvolvimento Rural (CNJ) defendeu esta quarta-feira que o setor está a ser asfixiado com a escalada dos custos de produção e pediu ao Governo que reúna a plataforma PARCA.

© D.R.

“O setor agrícola, pilar da nossa soberania alimentar, está a ser asfixiado por custos de produção insustentáveis”, apontou, em comunicado, a CNJ, fundada em 2000.

Para os jovens agricultores, as medidas anunciadas pelo Governo são insuficientes e os apoios “chegam tarde e ignoram os prejuízos acumulados”.

Assim, a confederação pediu ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que convoque uma reunião extraordinária da PARCA — Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar.

No pedido enviado ao ministro, os agricultores defenderam ser necessário um combate firme à especulação, mas também a criação de mecanismos que impeçam o “aproveitamento da crise para a maximização de lucros”.

Por outro lado, sublinhou que os primeiros afetados com a escalada dos preços são os que vão consumir alimentos processados de baixo custo.

“É imperativo que o Governo assegure medidas que revertam esta tendência de subida, garantindo que ‘comer’ não se torne num luxo insuportável em 2026”, rematou.

Só em março, o petróleo Brent, uma referência no mercado europeu, aumentou 63%, um recorde, pelo menos, desde 1988.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.

“Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um Cessar-Fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a Paz a longo prazo com o Irão e a Paz no Médio Oriente”, afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.

Segundo o Presidente norte-americano, o compromisso resulta das conversações promovidas pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, que lhe solicitou que “suspendesse o envio de forças destrutivas para o Irão esta noite, e desde que a República Islâmica do Irão concordasse com a Abertura Completa, Imediata e Segura do Estreito de Ormuz”.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão já confirmou o cessar-fogo e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

Por sua vez, Israel afirmou esta quarta-feira apoiar a decisão do Presidente norte-americano, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques.

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