CHEGA quer castração química para abusadores sexuais reincidentes e penas mais pesadas

O CHEGA quer endurecer significativamente o combate aos crimes sexuais em Portugal e propõe a introdução da castração química para agressores reincidentes, além de um agravamento das penas e das sanções acessórias.

© D.R.

No projeto de lei apresentado, o partido liderado por André Ventura parte de uma ideia clara: o atual sistema não está a conseguir travar este tipo de criminalidade nem proteger eficazmente as vítimas. Apesar das sucessivas alterações à lei ao longo dos anos, os números continuam a preocupar e mostram uma tendência de aumento, sobretudo em crimes contra menores.

A proposta prevê que, em casos de reincidência ou de especial gravidade, os condenados possam ser sujeitos a um tratamento hormonal destinado a reduzir a libido e controlar os impulsos sexuais. Trata-se da chamada castração química, já aplicada noutros países, e que, segundo o CHEGA, pode funcionar como um instrumento adicional para prevenir novos crimes.

O partido líder da oposição em Portugal sublinha que não se trata de uma medida permanente nem irreversível, mas sim de um tratamento médico controlado, com duração limitada e aplicado em contexto clínico. A sua utilização dependeria sempre de decisão judicial e, em alguns casos, do consentimento do condenado.

Para além desta medida, o projeto a que o Folha Nacional teve acesso inclui também o agravamento das penas de prisão e o reforço das sanções acessórias, como a proibição de exercer profissões ou atividades que envolvam contacto com menores. Em alguns casos, essas proibições poderão estender-se por décadas.

Outro dos pontos centrais é o reforço das restrições ao exercício de responsabilidades parentais e funções de confiança, especialmente quando estejam em causa crimes contra crianças.

O CHEGA justifica estas medidas com o impacto profundo que este tipo de crimes tem não só nas vítimas, mas também nas suas famílias e na sociedade. Defende que a proteção da liberdade sexual deve estar acima de quaisquer outras considerações e que o sistema jurídico tem de dar uma resposta mais firme.

O projeto surge também num contexto em que relatórios recentes indicam um aumento de denúncias e investigações relacionadas com crimes sexuais, incluindo abuso de menores e pornografia infantil.

A proposta vai agora ser discutida no Parlamento.

Últimas do País

Dois jovens, de 16 e 20 anos, foram detidos e um outro, de 14, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por furto de palha no interior de uma propriedade agrícola, em Serpa. Foram encontrados a abandonar o local "numa carroça".
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".
O homem de 45 anos detido em Lisboa por suspeitas de sete crimes de abuso sexual de menores sobre a sua sobrinha de 16 anos, ficou em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.