Mário Centeno e atual governador do Banco de Portugal chamados ao Parlamento graças ao CHEGA

Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.

© Folha Nacional

O CHEGA conseguiu levar ao Parlamento o atual e o ex-governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira e Mário Centeno, respetivamente, para prestarem esclarecimentos sobre a polémica aquisição da nova sede da instituição, em Lisboa.

O requerimento do partido foi aprovado na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, com votos contra do PSD, assegurando a audição de ambos os responsáveis num processo que continua a suscitar dúvidas quanto à transparência e à gestão de recursos públicos.

Em causa, apurou o Folha Nacional, está a decisão de avançar com a compra de terrenos e edifícios nos antigos terrenos da Feira Popular, numa operação concretizada na fase final do mandato de Mário Centeno e que envolve o Grupo Fidelidade.

Para o CHEGA, esta operação levanta “relevantes questões de natureza financeira, patrimonial e de transparência”, justificando um reforço do escrutínio parlamentar. O partido liderado por André Ventura critica ainda o que considera ter sido uma tramitação “tardia e incompleta” de anteriores pedidos de informação, apontando falhas no acompanhamento do processo.

Os deputados pretendem agora ouvir não só Mário Centeno, enquanto responsável pela decisão, mas também Álvaro Santos Pereira, com o objetivo de apurar o ponto de situação da operação, eventuais reavaliações e os próximos desenvolvimentos previstos.

Também o CDS apresentou um requerimento para ouvir Mário Centeno, reforçando as críticas à falta de clareza quanto ao racional económico da escolha e aos critérios que sustentaram a decisão final.

Últimas de Política Nacional

Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.
O CHEGA reclamou hoje uma "grande vitória" na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.
O CHEGA vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma "discussão aprofundada" no parlamento sobre este tema.
O CHEGA recebeu ‘luz verde’ para levar a plenário o seu requerimento para ser reapreciado o decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, diploma chumbado pelo Tribunal Constitucional.
O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.