CHEGA insiste em debate de urgência sobre exames e pede responsabilidades

O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.

© Folha Nacional

André Ventura falava aos jornalistas na sede do partido, e disse estar a saber naquele momento da decisão do presidente da Assembleia da República, que indeferiu o pedido de debate de urgência requerido na segunda-feira pelo CHEGA, para o dia 15, por não reunir os pressupostos regimentais para a sua realização, um dos quais não estar agendada uma reunião plenária para esse dia.

“É um pouco lamentável que num momento destes e de dificuldade para as famílias, que as pessoas olhem para o parlamento e que o parlamento a resposta que lhes dê é que não quer reunir porque não tem plenários marcados”, afirmou.

O líder do CHEGA considerou também “muito lamentável que o presidente da Assembleia da República impeça um debate de urgência que o país todo quer, e que o próprio Governo devia ter interesse” para “explicar o que é que vai fazer para resolver esta situação”.

De acordo com André Ventura, o partido analisará agora a resposta de José Pedro Aguiar-Branco e vai “continuar a insistir” na realização do debate.

“Perante a gravidade pública e a incerteza pública desta situação, e a urgência da situação, era do interesse do próprio Governo dar esclarecimentos públicos e, digamos assim, no palco maior da sua difusão, que é o plenário. Se não o quer fazer é por alguma razão”, sustentou.

O presidente do CHEGA exigiu ao ministro da Educação que assuma responsabilidades pelos problemas com os exames nacionais, responsabilizando o Governo porque “tudo falhou”, mas afastou pedir a demissão de Fernando Alexandre para já.

“Foi o próprio ministro da Educação, no dia 01 de julho, em reunião da comissão parlamentar, que disse que assumiria a responsabilidade política e pediria responsabilidades políticas caso não corresse bem a execução dos exames nacionais”, indicou.

André Ventura argumentou que “antes de qualquer análise em termos de demissão, era importante que o ministro desse garantias agora, porque é isso que os pais, as famílias e os alunos querem, que vai resolver o problema”.

“Obviamente que se não conseguir e se não tiver para isso, tem que sair e dar lugar a quem quer resolver os problemas”, acrescentou.

André Ventura pediu também ao responsável que diga “o que pensa fazer para que se resolva rapidamente uma situação que está a causar enorme desconforto e ansiedade”.

O líder do CHEGA indicou também que o partido vai questionar por escrito o Governo sobre “a existência de interesses entre esta empresa [responsável pela plataforma de avaliação] ou esta estrutura e proximidades estruturais com o Governo ou com empresas que já lidaram com o Governo ou com o PSD no passado” e porque insistiu nesta empresa.

Ventura lançou esta suspeita mas, questionado pelos jornalistas, não quis concretizar.

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