Em comunicado, a PSP indica que em 2023 foram registados 1.542 crimes de burla por falsa propriedade, em 2024 foram 1.511 e no ano passado 1.500.
Os dados apontam para uma descida ligeira no número de ocorrências participadas desde 2023, com esta tendência a verificar-se também no primeiro trimestre de 2026.
“Ao observar os números do primeiro trimestre de 2026 [325] e comparar os mesmos com o período homólogo de 2025 [361], é possível constatar um aumento de cerca de 10%, o que, em valores absolutos, correspondem a menos 36 denúncias registadas”, segundo os dados da força de segurança.
Na nota, a PSP destaca que o crime de burla tem vindo a ter uma expressão crescente na sequência da evolução digital, cujos métodos usados não são facilmente detetáveis.
“No universo de fraudes informáticas, as burlas em plataformas de alojamento ‘online’ desenvolveram-se um problema crescente, cujo esquema fraudulento, induz as vítimas a pagar antecipadamente por imóveis inexistentes ou já ocupados, acreditando estar a garantir uma reserva legítima”, destaca a PSP.
Esses esquemas ocorrem frequentemente por meio de anúncios ‘online’ e selecionados de jornais, oferecendo preços atraentes e atraentes, muitas vezes com imagens e endereços reais.
A PSP conta que os burlões estabelecem contato por ‘e-mail’ ou telefone, negociam o pagamento e instruem as vítimas a transferir dinheiro, seja via transferência bancária, cheque ou envio de numerário.
No final, a vítima perde o valor enviado e nunca tem acesso ao imóvel prometido. O suspeito retira o anúncio da internet, desligando todos os contatos que usamos no processo e deixa de responder ‘e-mails’.
Assim, a PSP recomenda à população que procure ‘sites’, jornais ou empresas de selecionados que garantam a confirmação da veracidade dos anúncios neles publicados, a desconfiar de preço abaixo do valor de mercado e pesquisar os dados do imóvel na internet (morada, designação do condomínio, dados e contactos do anunciante, entre outros).
Aconselha-se igualmente que sejam pedidos dados adicionais sobre a habitação: fotos do interior, cópia de contratos de fornecimento de eletricidade, luz ou gás, conferindo os dados de identificação e endereço indicado, e pesquisando imagens no anúncio a fim de verificar se são verdadeiras.
A PSP recomenda ainda à população que verifique se o nome que está associado ao IBAN fornecido para o pagamento coincidir com o do proprietário/empresa ou anunciante, para evitar qualquer tipo de transferência monetária para pessoas que anunciam a locação de imóveis na internet sem que tenham certeza de que o anunciante é legítimo e guardem todas as trocas de ‘e-mails’, fotografias e mensagens.
Na quinta-feira, a GNR lançou também um alerta à população por causa das burlas na aquisição e arrendamento de casas, numa altura em que se aproxima a época de férias, especialmente através de plataformas digitais, recomendando procedimentos de segurança preventiva.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) indica que em 2025 registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas, e que entre 2024 e 2025 deteve três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.