O presidente do CHEGA, André Ventura, é ouvido esta sexta-feira em tribunal, no âmbito de um processo intentado por Joaquim Pinto Moreira, antigo presidente da Câmara Municipal de Espinho e ex-deputado do PSD, depois de Ventura o ter apelidado publicamente de “corrupto”.
Em causa estão declarações proferidas pelo líder da oposição, na sequência de investigações que envolveram o ex-autarca social-democrata, detido em 2023 no âmbito da operação ‘Vórtex’, relacionada com suspeitas de corrupção e crimes urbanísticos.
As declarações em causa remontam a uma entrevista concedida à SIC, em março, na qual Ventura acusou Pinto Moreira de receber “dinheiro para fazer obras” e de “trocar obras por presentes”. Mais tarde, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, em dezembro do ano passado, o presidente do segundo maior partido reforçou as críticas, afirmando que o antigo autarca é “conhecido de todos pela forma pouco séria e até corrupta como geriu os destinos da Câmara” e que “desviou dinheiro”.
Na mesma ocasião, Ventura sustentou que “cada vez mais há dois tipos de políticos: os que dizem as coisas e os que não dizem”, acrescentando que alguns “têm medo porque poderão ser julgados ou processados”. O dirigente afirmou ainda que “ficou claro nas escutas do processo” que Joaquim Pinto Moreira “é corrupto” e que “enriqueceu à custa de obras públicas”.