Ventura responde aos silenciados de abril: “Nunca esqueceremos de quem nos apunhalou pelas costas”

Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.

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O presidente do CHEGA, André Ventura, assinalou este sábado os 52 anos do 25 de Abril com um discurso no Parlamento centrado na situação social e económica do país, defendendo que “o dia será, ou seria, da liberdade de todos” e que, “por ser de todos, não é só dos capitães de Abril”.

Ao longo da intervenção, Ventura sublinhou que “é o dia de todas as Forças Armadas” e que o 25 de Abril “não é o dia em que se celebram coronéis e capitães de um mês”, defendendo que a data “é de todos”.

O líder da oposição afirmou que é necessário “assumir a nossa história como um todo” e defendeu que Portugal deve olhar para o seu percurso histórico de forma integral. “Levámos valores ao mundo inteiro. Esta enorme nação começou há uns séculos atrás. Temos de assumir toda a nossa história para celebrar o 25 de Abril”, declarou.

Ventura centrou grande parte da intervenção nas condições de vida dos portugueses, defendendo que “mais importante do que festas com cravos” é garantir que “os portugueses tenham uma vida digna e salários justos”. “É para isso que a Constituição deveria existir”, afirmou.

O presidente do segundo maior partido considerou que “nunca tantos, na nossa história gloriosa, tiveram de pagar tanto”, apontando o custo de vida e a carga fiscal como alguns dos principais problemas enfrentados pelas famílias.

Durante o discurso, André Ventura defendeu também maior exigência no exercício de cargos públicos, afirmando que “temos de pedir aos nossos autarcas que não sejam corruptos” e que “quem foi condenado por corrupção não deve voltar a exercer cargos públicos”.

O líder do CHEGA abordou ainda a situação dos antigos combatentes, defendendo que “fazem parte da nossa história” e merecem reconhecimento institucional. “A nossa homenagem mais sentida neste Parlamento. É por eles”, afirmou.

Na reta final, Ventura afirmou que “há pessoas que não querem mais cravos nem festas, querem, de uma vez por todas, voz”, acrescentando que “nós vamos ser essa voz”. “Portugal é todos os dias” e “os portugueses querem de nós que batalhemos todos os dias por eles”, concluiu.

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