Elevador da Glória: PJ faz buscas por suspeitas de negligência

Meses depois da tragédia que matou 16 pessoas em Lisboa, a Polícia Judiciária avançou para buscas e investiga agora suspeitas de graves falhas de segurança no Elevador da Glória.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

A Polícia Judiciária desencadeou esta sexta-feira uma operação de buscas relacionada com a tragédia do Elevador da Glória, cujo descarrilamento, em setembro de 2025, provocou a morte de 16 pessoas em Lisboa.

A investigação, conduzida pelo DIAP de Lisboa, centra-se em suspeitas de homicídio por negligência e violação de regras de segurança, tendo como principais visados responsáveis da Carris e da empresa subcontratada para a manutenção do elevador.

Segundo informações conhecidas até ao momento, a operação envolve mais de duas dezenas de inspetores da Polícia Judiciária e está a ser acompanhada no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, magistrado responsável pelo processo-crime.

As autoridades realizaram cerca de dez buscas domiciliárias relacionadas com elementos sob investigação, numa operação que surge após os primeiros relatórios técnicos terem identificado alegadas falhas graves no sistema de travagem do elevador.

Entre os problemas detetados estão deficiências nos cabos responsáveis pelo funcionamento do sistema de segurança e travagem da infraestrutura, uma das conclusões preliminares apontadas pelo gabinete de investigação de acidentes ferroviários.

O caso levou já à demissão do diretor de manutenção da Carris responsável pela tutela direta do Elevador da Glória, tendo sido também identificado o gestor do contrato de manutenção entregue à empresa MNTC. Do lado da empresa privada, um dos nomes associados ao processo é o do sócio-gerente Gustavo Pita Soares.

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