O acidente ocorreu cerca das 23h20, quando o guarda do Destacamento de Trânsito da GNR de Leiria se encontrava a assegurar a circulação rodoviária durante uma operação relacionada com o incêndio de um camião, que mobilizou várias corporações de bombeiros.
Segundo o Ministério da Administração Interna, o condutor seguia no sentido norte-sul quando atingiu violentamente o militar, que se encontrava a orientar o trânsito para garantir a segurança das operações de socorro.
O impacto foi de tal forma violento que o corpo de Jorge Monteiro foi arrastado por mais de uma centena de metros. O óbito foi declarado no local.
Após o atropelamento, o condutor abandonou inicialmente o local, acabando por regressar pouco tempo depois. Foi submetido ao teste de alcoolemia, tendo acusado uma taxa superior a 1,2 gramas de álcool por litro de sangue, valor que constitui crime.
O homem foi detido pela GNR e presente a tribunal, tendo posteriormente ficado em liberdade, ficando agora a aguardar o desenvolvimento do processo judicial.
A morte de Jorge Monteiro provocou forte consternação entre militares da GNR, bombeiros e população local. Natural de Vila Cova, no concelho de Fafe, o guarda seguia a tradição familiar, já que o pai também tinha pertencido à Guarda Nacional Republicana.
Segundo o Ministério da Administração Interna, equipas de psicólogos da GNR e do INEM prestaram apoio aos militares e operacionais que presenciaram o acidente. A investigação ao atropelamento prossegue agora sob direção das autoridades judiciárias.