O colapso da Ordem Pública

O colapso da ordem pública não caiu do céu. Não nasceu do acaso. Não apareceu de um dia para o outro. Muito pelo contrário, aquilo que hoje se vive nas ruas portuguesas — a insegurança crescente, o aumento da violência, o medo constante e a sensação de impunidade — resulta de escolhas deliberadas, feitas durante décadas por uma classe política vendida, sem coragem, sem autoridade moral e sem qualquer preocupação genuína com a segurança dos portugueses ou com aqueles que a garantem. De forma clara, deliberada e constante, destruíram o respeito pela autoridade, banalizaram o crime e transformaram Portugal num território cada vez mais vulnerável ao caos. E é precisamente desse processo lento, vergonhoso e lamentável de degradação que nasceu a realidade que hoje assusta o país.

Em primeiro lugar, o colapso da ordem pública resulta directamente da cultura de permissividade promovida pela esquerda radical e disfórica, que passou anos a relativizar a criminalidade, a romantizar a delinquência e a tratar bandidos como vítimas da sociedade. Normalizaram o desvio. Glorificaram a rebeldia. Ridicularizaram a disciplina. E, à medida que destruíam referências básicas de autoridade, o país tornou-se mais perigoso. Cresceram os homicídios. Cresceram os assaltos a habitações. Cresceram as agressões contra agentes das forças de segurança. Cresceram o tráfico de droga e o tráfico humano. As violações atingiram os números mais elevados da década. E isto aconteceu porque durante o Estado preferiu proteger sensibilidades ideológicas e criminosos, em vez de proteger agentes e cidadãos.

Em segundo lugar, essa cultura de permissividade não ficou apenas na rua e nos discursos. Pelo contrário, infiltrou-se no próprio aparelho do Estado e contaminou instituições que deveriam apoiar e defender as forças de segurança. Assim, o Ministério da Administração Interna e a IGAI foram transformados naquilo que hoje são, isto é, instrumentos de perseguição política às polícias, criando um ambiente em que o agente é tratado como criminoso, mesmo antes mesmo de agir. Aliás, o ministro preocupa-se mais em expulsar polícias do que em proteger polícias. Preocupa-se mais em intimidar agentes do que em lhes garantir meios para combater a criminalidade. E, enquanto tudo isso acontece, faltam efectivos, faltam recursos, falta valorização salarial e falta respeito institucional por homens e mulheres que arriscam diariamente a vida para impedir que a selva seja ainda maior.

Em terceiro lugar, e como se tudo isto não bastasse, Portugal continua preso a um quadro legal fraco, permissivo e profundamente hostil à autoridade – e, sempre que o CHEGA apresenta propostas para agravar penas, proteger mais eficazmente as forças de segurança, criminalizar o incitamento ao ódio contra polícias, garantir maior liberdade operacional no uso da arma de fogo ou retirar a nacionalidade a criminosos graves, PS e PSD dão as mãos aos anómalos aberrantes do Bloco, do Livre, do PSP, do PAN e da JPP para chumbar tudo. Unem-se sempre, pois existe um preconceito ideológico enorme contra a autoridade e contra quem garante a ordem pública. Gostam de falar de segurança nos discursos, gostam de aparecer nas cerimónias oficiais, mas desprezam profundamente aqueles que têm de enfrentar o crime todos os dias.

A combinação entre permissividade cultural, perseguição institucional e leis fracas abriu caminho para um quarto problema que o regime se recusa a enfrentar seriamente, que é a imigração descontrolada. Nesse campo, Portugal abriu portas sem critério, sem fiscalização e sem qualquer preocupação séria com segurança ou integração. Entrou gente honesta, naturalmente, mas entrou também (e muito!) gente proveniente de Estados falhados, marcada pela criminalidade, pela violência e pela ausência de respeito pelas regras mais básicas de convivência. Sem qualquer dúvida, entrou gente que deveria estar presa, mas que encontrou em Portugal um Estado fraco, permissivo e incapaz de impor limites. E, uma vez mais, são os portugueses de bem quem sofre as consequências deste descontrolo absoluto.

Ultrapassar este cenário exige coragem política, firmeza moral e uma ruptura clara com décadas de complacência. Exige valorizar verdadeiramente as forças de segurança, acabar com o estigma criado contra quem veste uma farda e enfrentar aqueles que atacam as polícias enquanto promovem divisão, violência e ódio social. Exige aplicar a lei com a mesma firmeza em todas as circunstâncias, sem medo, sem hesitações e sem submissão ao politicamente correcto que está a destruir Portugal. Mas exige algo ainda mais simples: mudar de gente. Teremos um país seguro só e apenas quando PS e PSD deixarem de estar confortavelmente sentados nas cadeiras do poder!

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