“Do meu lado, eu vou manter aquilo que tenho vindo a fazer até agora, falarei obviamente para dentro, mas falarei mais para fora, porque o que eu quero é uma advocacia forte que possa defender as pessoas e que possa defender o Estado de Direito com iniciativas concretas que eu espero levar para o terreno. (…) A Ordem tem que ir à sociedade, tem que falar para a sociedade”, disse João Massano à Lusa.
A própria cerimónia de sexta-feira terá discursos intervalados com momentos de humor a cargo de Herman José, que participará também num ‘podcast’ ao vivo em que convidados vão relatar experiências pessoais da sua relação com advogados e a Justiça.
Até ao final das celebrações do centenário, João Massano espera poder voltar ao humor, com um festival de ‘stand-up’, em que humoristas do país serão convidados a “falar da Justiça, a brincar”.
O programa das celebrações prevê ainda uma exposição na Biblioteca Nacional no final do ano, uma campanha publicitária, que deve arrancar na próxima semana, com cartazes nas ruas para dar visibilidade à Ordem e destacar a “importância da advocacia na sociedade portuguesa”, uma parceria com o Diário de Notícias para recordar “marcos da justiça portuguesa”, recuperando primeiras páginas do jornal da altura.
No final de junho, a Ordem dos Advogados divulga os projetos vencedores no âmbito de uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, que pretende garantir aos candidatos selecionados apoio judiciário da Ordem na área das migrações e integração.
As candidaturas têm a ver não só com trabalho de regularização de migrantes em Portugal, mas também de defesa de direitos humanos e combate à exploração e escravatura.
“Gostávamos de apoiar as pessoas que estão nessas condições para que percebam que Portugal não é um país que aceita escravatura. Um dos temas do centenário foi precisamente a imigração e os problemas da imigração. È um tema que está sempre presente e que nos preocupa muito”, disse o bastonário.
A cerimónia decorre em Leiria, simbolicamente, em apoio à região mais afetada pelas tempestades deste inverno, e por ser o centro do país, um “meio-caminho” para os projetos vencedores, que são de todo o país, explicou João Massano.