Ventura anuncia que reunião com Montenegro sobre lei laboral terminou sem acordo

O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.

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“Até ao momento não foi possível chegar a um entendimento”, afirmou, indicando que as duas partes vão trabalhar “toda a noite, todo o dia, para procurar chegar a uma solução” e “perceber se é possível haver este entendimento ou não”.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas na Assembleia da República, depois de se ter reunido durante cerca de hora e meia com o primeiro-ministro, na residência oficial, em São Bento.

André Ventura indicou também que a eventual viabilização da proposta de lei do Governo estará dependente de “haver princípios de entendimento” até ao momento do debate, agendado para quinta-feira.

O presidente do CHEGA reiterou que o pacote laboral foi “mal feito e mal desenhado desde o início”.

“Não é uma questão de vamos deixar ver como é que corre depois, há questões de fundo que têm que ser alteradas e que o Chega não pode, em consciência com o que disse e com a vida das pessoas e com a vida dos trabalhadores e com a vida dos empresários, não pode, em consciência, permitir ou viabilizar”, salientou.

“Está dependente, se for aceite da outra parte coisas que nos parecem razoáveis”, referiu.

Sobre uma descida do diploma à especialidade sem votação na generalidade – prevista para sexta-feira – Ventura disse que estão em causa “questões de fundo do princípio político e, portanto, ou há um caminho neste sentido ou não há”.

“E isso não é coincidente com dizer, vamos ver depois na especialidade como é que é. Não, ninguém compreenderia que um processo negocial levado a cabo nestes termos terminasse dessa forma”, defendeu.

Sobre a exigência que fez de um entendimento escrito sobre a descida da idade da reforma, o presidente do CHEGA indicou que “continua uma substantiva divergência” de posições e “uma diferença de visão em relação ao Governo”.

De acordo com Ventura, existe divergência de posições também no que toca a outras exigências que para o CHEGA também são essenciais, como a reposição dos 25 dias de férias, a melhorias das condições dos trabalhadores por turnos, ou a licença para os avós poderem cuidar dos netos.

O presidente do CHEGA indicou igualmente haver abertura da parte do PSD” para acabar com as subvenções vitalícias, e disse que o partido quer “ir mais longe” e “reavaliar algumas que já foram atribuídas injustamente e de forma completamente descabida”.

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