FMI volta a rever em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,7% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.

© D.R.

Esta projeção representa uma revisão em baixa face à estimativa do World Economic Outlook (WEO) de abril, que já tinha também sido revista em 0,2 pontos percentuais relativamente a outubro do ano passado.

Fica também abaixo da previsão do Governo, que no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas no final de abril tinha previsto um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano.

A equipa do FMI salienta que os efeitos negativos da guerra no Médio Oriente deverão compensar o impacto de maiores fundos da União Europeia.

Além disso, “tempestades severas prejudicaram o crescimento no início do ano, mas espera-se que as reconstruções e reparos impulsionem a atividade posteriormente, de modo que o impacto anual das tempestades deve ser amplamente neutro”, considera.

Para 2027, o FMI prevê agora um crescimento de 1,6% em Portugal, e de 1,8% para 2028, de acordo com a atualização das previsões divulgada hoje pela instituição.

“A desaceleração adicional esperada em 2027 reflete principalmente o fim do investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, explica.

Já a inflação (medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) deverá aumentar para 3,4% em 2026, impulsionada pela subida dos preços das matérias-primas e, em menor grau, pelas pressões salariais, antes de recuar em 2027 para 2,3%.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende alterar o cálculo do IRS, voltando a considerar os dependentes no chamado quociente familiar e aumentando as deduções atribuídas por cada filho.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos 'online' são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.