Cerca de 72 departamentos serão colocados em “alerta vermelho por onda de calor”, o nível mais elevado numa escala de quatro níveis, disse a Méteo-France.
Cerca de 51,1 milhões de pessoas residem nestes 72 departamentos que vão estar em alerta vermelho, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
Outros 17 departamentos vão continuar em “alerta laranja”, ou seja, um nível abaixo, de acordo com o boletim atualizado da Météo-France.
Ao todo, em França, estes alertas, vermelho ou laranja, abrangem 63,5 milhões de pessoas em 89 departamentos.
Nos departamentos em alerta vermelho na quinta-feira, 5,6 milhões de pessoas têm 75 anos ou mais, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e de Estudos Económicos francês (INSEE) de 01 de janeiro de 2026.
Hoje, o nível de alerta máximo abrangia 58 departamentos e o alerta laranja 31, indicou a Météo-France.
No total, as temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 graus Celsius (°C) para mais de 350 milhões de habitantes na Europa (excluindo a Turquia), ou seja, cerca de dois terços, de acordo com previsões do serviço meteorológico alemão e nas projeções demográficas para 2025 do Joint Research Center, coincidentes com os dados da organização não-governamental (ONG) austríaca Klimadashboard.
Em França, pelo menos 20 pessoas morreram por afogamento desde o fim de semana devido ao tempo quente, com temperaturas acima de 40° C em algumas cidades.
Já em Espanha uma pessoa com 90 anos morreu numa residência de idosos no País Basco e outra com 68 anos morreu na Andaluzia, ambas vítimas de golpes de calor, disseram os serviços de emergências das duas regiões.
Nos Países Baixos, Amesterdão anunciou que as piscinas ao ar livre vão passar a ser gratuitas.
Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Itália, Portugal, Alemanha e Hungria deverão também ser significativamente afetados.
“A onda de calor que afeta a Europa está a provocar o encerramento de escolas e a pôr em risco a saúde da população”, alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nas redes sociais.
“Não podemos dar-nos ao luxo de esperar mais. Os líderes devem dar prioridade aos investimentos em sistemas de saúde resilientes face às alterações climáticas”, sublinhou.