O acidente ocorreu às 09:08 locais (01:08 em Lisboa), quando uma grande quantidade de rochas e terra se desprendeu de uma encosta, provocando o colapso de vários edifícios residenciais situados no sopé da montanha, deixando pessoas soterradas e obrigando à retirada de cerca de 1.100 residentes.
Na quinta-feira passada, as autoridades locais indicaram que o número de mortos subiu para 11, com 50 pessoas dadas como desaparecidas.
Hoje, a agência oficial chinesa Xinhua informou que foram identificadas mais 30 vítimas mortais, após testes de ADN e exames aos restos mortais recuperados nos últimos dias.
As autoridades acrescentaram que prossegue a identificação de outros restos mortais, entretanto, encontrados, enquanto continuam as operações de busca.
Segundo estimativas preliminares, o deslizamento tinha cerca de 60 metros de comprimento, 30 metros de altura e 10 metros de espessura, com um volume aproximado de 18.000 metros cúbicos.
A maior rocha deslocada tinha um volume estimado em cerca de 3.000 metros cúbicos, equivalente a pouco mais do que o volume de uma piscina olímpica.
Elementos das equipas de socorro explicaram aos órgãos de comunicação locais que as operações de resgate foram dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas encostas e pelas linhas de água existentes na zona, que limitaram o acesso de maquinaria pesada, situação agravada pelas chuvas registadas no fim de semana seguinte ao acidente.
Após a tragédia, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de operações de busca e salvamento “científicas”, defendendo também a prevenção de desastres secundários, o tratamento adequado dos feridos e uma gestão eficaz das consequências do acidente.
O deslizamento de Chongqing ocorreu poucas semanas após outro acidente semelhante na província de Gansu, no noroeste da China, que soterrou inicialmente 33 pessoas, provocando 21 mortos e sete feridos ligeiros.