“Se eu consigo, outros também conseguem”. PSD defende que doentes oncológicos devem continuar a trabalhar

Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.

© D.R.

A deputada do PSD Sandra Pereira revelou, no Parlamento, que lhe foi recentemente diagnosticado um cancro e que, apesar de se encontrar em tratamento e de ter uma incapacidade de 60%, nunca interrompeu a sua atividade profissional.

“O PSD não recebe lições de humanidade de ninguém. Se há partido humanista é o PSD. Foi-me diagnosticado cancro recentemente, estou ainda em tratamento. Tenho 60% de incapacidade e nunca deixei de trabalhar. Como eu, há muitas pessoas na minha bancada nesta situação”, afirmou.

As declarações surgem numa altura em que a Prestação Social Única (PSU) foi aprovada, com votos contra do CHEGA, e depois de o partido liderado por André Ventura ter acusado o Governo de criar um sistema que exige demasiado de quem enfrenta doenças graves, ao mesmo tempo que mantém apoios sociais para quem nunca contribuiu para a Segurança Social.

A intervenção da deputada social-democrata gerou reações, por assentar num testemunho pessoal para sustentar uma posição política sobre a capacidade laboral durante a doença.

O testemunho de Sandra Pereira evidencia que há pessoas que, mesmo perante um diagnóstico oncológico, conseguem manter a sua atividade profissional. Contudo, essa realidade não é necessariamente igual para todos os doentes. A capacidade para continuar a trabalhar depende de múltiplos fatores, como o tipo de cancro, o tratamento, a evolução clínica e a avaliação médica de cada caso.

Tal como a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues evidenciou: “Esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores. A pessoas que nunca trabalharam e não querem trabalhar, vocês dão subsídios. A pessoas com cancro, vocês querem obrigar a trabalhar. Tenham vergonha.”

Últimas do País

O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).
Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.
Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.
O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.
Um homem esfaqueou hoje uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifestou-se hoje contra a decisão do INEM de excluir as motas de emergência pré-hospitalar do financiamento às associações, alegando que apresentam "resultados muito positivos" no socorro à população.
Os dados do INE confirmam uma transformação demográfica acelerada: em 27 municípios, os residentes estrangeiros ultrapassam os 20% da população e, em Odemira, já são mais de 52%.
Quatro homens, com idades entre 28 e 50 anos, foram detidos no concelho de Alcobaça por suspeita de tráfico de droga e posse de armas, informou hoje a GNR, acrescentando ter apreendido mais de 800 doses de cocaína.