Menino autista fica sem terapias após denunciar alegada agressão no hospital

Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.

© D.R.

Um menino de seis anos, diagnosticado com perturbação do espetro do autismo, está há mais de uma semana sem terapias da fala e ocupacional, depois de ter relatado aos pais uma alegada agressão durante uma sessão no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe.

A família contou ao Correio da Manhã (CM), a criança contou que teria sido agredida por uma terapeuta. Após os pais questionarem a unidade de saúde sobre o sucedido, as terapias foram suspensas, alegadamente por “falta de confiança”, sem que tivesse sido apresentada qualquer explicação formal.

O pai da criança afirma que o filho regressou da última sessão visivelmente perturbado e recusava voltar ao hospital. “Agarrou-se a mim a chorar e disse que não queria ficar. Contou que lhe bateram nas mãos e no rabo”, relata.

A família considera a decisão “inaceitável e incompreensível”, lembrando que o menino é acompanhado há quatro anos e que a interrupção das terapias poderá comprometer a sua evolução clínica.

Sem respostas formais por parte da instituição, relata o CM, os pais recorreram a um advogado, denunciaram a situação ao Ministério da Saúde e admitem avançar com uma queixa-crime junto do Ministério Público.

Contactado sobre o caso, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe afirma que a criança aguarda colocação com outra terapeuta da fala, dependendo essa solução da aceitação da respetiva profissional.

Últimas do País

Todos os arguidos acusados de aceder indevidamente ao subsídio social de mobilidade nos Açores, no âmbito da operação 'Mayday', foram hoje condenados, alguns a pena suspensa, sendo as penas mais elevadas de 10 e 14 anos de prisão efetiva.
O Tribunal de Serpa determinou a prisão preventiva do homem de 69 anos suspeito de maus-tratos que resultaram na morte de um bebé de três meses, naquela cidade alentejana, revelou hoje fonte policial.
Entre 20 e 50 pessoas atacaram agentes e viaturas da PSP durante a madrugada. Equipas de Intervenção Rápida recorreram a disparos de ‘shotgun’ para restabelecer a ordem. Os suspeitos conseguiram fugir.
A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo hoje divulgado.
Homem de 69 anos foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de ter agredido violentamente a criança enquanto estava à sua guarda. Investigação aponta para um caso de síndrome do bebé chocalhado.
PJ intercetou uma encomenda proveniente dos Países Baixos que escondia drogas sintéticas. Suspeito, de 36 anos, é acusado de revender estupefacientes através das redes sociais.
Dezenas de investigadores estão hoje concentrados num protesto em Lisboa para exigir o fim da precariedade e melhores condições de trabalho.
O líder parlamentar do PSD considera que a recalendarização dos exames nacionais "não justifica" o "alarido da oposição" e assegura que os sociais-democratas vão continuar a dialogar com o CHEGA e com o PS.
Direção-Geral da Saúde registou 292 casos em 2025. Sete em cada dez vítimas foram mutiladas antes dos nove anos de idade.
A GNR chama a atenção para a importância da manutenção preventiva dos pneus e apela a todos os condutores para que, antes de iniciarem as suas viagens, verifiquem o estado geral dos seus veículos.