Os números mostram uma aceleração sem precedentes da imigração.
Entre 2021 e 2025, a percentagem de residentes estrangeiros passou de 7,1% para 14% da população, um aumento de 6,9 pontos percentuais em apenas quatro anos. Em termos médios, isto corresponde a um crescimento de cerca de 1,7 pontos percentuais por ano.
Mantendo-se exatamente este ritmo nas próximas duas décadas, contas feitas apontam para cerca de 22,5% de residentes estrangeiros em 2030, 31% em 2035, 39,5% em 2040 e 48% em 2045, ultrapassando a barreira dos 50% por volta de 2046 ou 2047.
Nessa hipótese, Portugal passaria a ter uma população maioritariamente composta por residentes estrangeiros em cerca de 20 anos.
A evolução dependerá de fatores como alterações às políticas migratórias, aquisição da nacionalidade portuguesa, natalidade, mortalidade, emigração e do desempenho da economia.
Ainda assim, os dados revelam a rapidez da substituição demográfica. Portugal passou, em poucos anos, de um país onde os estrangeiros representavam pouco mais de 7% da população para outro onde já correspondem a um em cada sete residentes.
Com os 14% agora divulgados pelo INE, Portugal aproxima-se de países como Espanha e Bélgica no peso da população estrangeira e ultrapassa Estados-membros como Itália, Grécia, Finlândia e Hungria.
Os novos dados voltam a colocar a imigração no centro do debate político, numa altura em que o CHEGA defende o endurecimento das políticas migratórias, maior controlo das fronteiras e a perda da nacionalidade para cidadãos naturalizados que cometam crimes graves.0