O presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Moreno, disse hoje de manhã, à estação de rádio Canal Sur, que 19 pessoas continuam desaparecidas, “sem paradeiro conhecido”, acrescentando que a tragédia ocorreu porque o incêndio criou uma “espécie de ratoeira”.
O incêndio que deflagrou na quinta-feira pode ter sido provocado pela queda de uma linha de transporte de energia.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, o incêndio já consumiu cerca de 3.150 hectares.
Este incêndio florestal transformou-se numa tragédia sem precedentes para a região do sul de Espanha, e num dos mais graves do país.
A maioria das vítimas foi encontrada numa aldeia pertencente ao município de Bédar, Los Gallardos.
Segundo as autoridades, quatro cidadãos britânicos “encurralados dentro de um veículo e sete pessoas morreram ao tentar fugir a pé”.
Antonio Sanz, conselheiro regional da Presidência, Saúde e Emergências, alertou que a mudança de rota para caminhos improvisados e não coordenados, no meio do fumo, agravou a tragédia, referindo que todas — ou a grande maioria — das vítimas mortais podem ser estrangeiras, sem fornecer mais detalhes.
Entretanto, a Unidade Militar de Emergência de Espanha (UME) mobilizou 200 efetivos e 70 viaturas de diversos tipos para auxiliar no combate ao incêndio em Los Gallardos, confirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles.