Assaltos a museus mais violentos podem indiciar novo perfil de criminosos, diz Europol

Os assaltos a museus europeus estão a ganhar um nível de violência até aqui ausente, o que pode significar a entrada no meio de criminosos com diferentes perfis, revelou um relatório divulgado hoje pela Europol.

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“Casos recentes relatados por autoridades nacionais mostram um uso crescente da força durante roubos em museus. Os responsáveis estão a entrar nos edifícios e nas montras através de ferramentas como martelos, machados, pés-de-cabra e, nalguns casos, explosivos”, pode ler-se no relatório daquela força policial europeia, que realça que há casos de violência contra seguranças e outro pessoal.

Segundo a Europol, este novo recurso à violência “pode indiciar o envolvimento de autores com um novo perfil, distinto dos que tradicionalmente se envolviam em crimes contra a propriedade cultural”.

“Ao invés dos traficantes de bens culturais, que normalmente evitam a violência e se especializam em crime de propriedade organizado ou roubo de bens culturais, estes indivíduos costumam ter históricos de envolvimento noutro tipo de crimes”, acrescentou a Europol, dando o exemplo não só do assalto mais recente ao Louvre, em Paris, mas também do museu em Assen, nos Países Baixos.

Há também sinais de que o recrutamento está a acontecer numa base casuística, através das redes sociais, sem ligações prévias entre os responsáveis.

“É possível que os executores de baixo nível de roubos estejam a ser recrutados aleatoriamente. Em alternativa, alguns atores e redes, tipicamente ativos noutros mercados criminais, aperceberam-se do potencial de baixo risco e alto lucro dos assaltos a museus”, assinalou a Europol.

Em causa estão não só objetos de joalharia, mas também peças de cerâmica chinesa, dos séculos XII ou XIII.

Pelo menos quatro peças arqueológicas (três pulseiras e um capacete em ouro) foram levadas, em 2025, do museu de arte e história Drents, nos Países Baixos, num assalto com recurso a explosivos. O capacete e duas das pulseiras foram recentemente devolvidas à Roménia, de onde eram originárias.

Também no ano passado, um grupo de assaltantes levou apenas alguns minutos para entrar na Galeria de Apolo do Museu do Louvre, num elevador de mercadorias, partir rapidamente duas das três vitrinas instaladas no final de 2019 para guardar joias e fugir com oito peças num valor estimado de 88 milhões de euros.

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