Há mais gente em Portugal, mas menos portugueses do futuro: país perde 43 mil jovens

O Instituto Nacional de Estatística revela uma quebra generalizada da população até aos 24 anos. Ao mesmo tempo, o número total de habitantes aumentou em 37 mil, impulsionado pelas faixas etárias mais velhas.

© D.R.

Entre 2024 e 2025, a população até aos 24 anos caiu de 2,631 milhões para 2,588 milhões, uma redução de cerca de 43 mil pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A quebra atingiu todos os grupos etários mais jovens, embora tenha sido particularmente acentuada entre os 20 e os 24 anos, faixa que perdeu cerca de 15 mil pessoas num único ano.

Os números revelam um aparente paradoxo demográfico: enquanto a população jovem encolheu 1,7%, Portugal ganhou, no total, cerca de 37 mil habitantes. O crescimento foi sustentado pelo aumento da população acima dos 24 anos e, sobretudo, pelo peso crescente dos mais idosos.

Menos nascimentos e milhares de portugueses a sair

A redução da população jovem surge num país marcado por anos de baixa natalidade. No ano passado nasceram cerca de 87 mil crianças, um número que ajuda a explicar a progressiva diminuição das gerações mais novas.

A esta realidade junta-se a emigração. Cerca de 60 mil portugueses deixam anualmente o país para viver no estrangeiro, entre os quais se encontram jovens em idade ativa.

O resultado é um país que consegue aumentar a população total enquanto vê diminuir o número de crianças e jovens que nele vivem.

Grande Lisboa lidera quebra

A redução não ocorreu com a mesma intensidade em todo o território. A Grande Lisboa registou a maior quebra da população até aos 24 anos, com uma descida de 2,4%, seguindo-se o Algarve (-2%), o Norte (-1,9%) e o Alentejo (-1,8%).

Na Península de Setúbal, a redução ficou pelos 0,3%, enquanto no Oeste e Vale do Tejo atingiu 0,7%.

Últimas do País

Tinha 23 anos, encontrava-se em situação irregular em Portugal e já tinha sido notificado para abandonar voluntariamente o país. O cidadão estrangeiro foi localizado em Lisboa durante uma operação da Polícia Judiciária e constituído arguido por fortes suspeitas de burla informática e nas comunicações e de branqueamento.
A GNR dá início esta sexta-feira à operação Escola Segura 2026/2027 e vai assinalar o regresso às aulas com um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4.400 estabelecimentos.
As escolas começam esta sexta-feira a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos smartphones até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.
Nove concelhos dos distritos de Santarém, Portalegre e Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Estava condenado a quatro anos de prisão na Bélgica e era procurado pelas autoridades daquele país. Um homem de 56 anos foi localizado e detido pela Polícia Judiciária, esta quinta-feira, na zona de Loures, por factos relacionados com um crime de branqueamento.
A GNR apreendeu uma pistola, uma caçadeira, três carabinas de ar comprimido, uma catana, um punhal, um bastão e mais de 800 munições e cartuchos. O suspeito foi detido e presente ao Tribunal Judicial de Santarém.
Três homens, com idades entre 24 e 31 anos, foram detidos pela PSP por furto no interior de uma residência em Lagos, distrito de Faro, tendo dois deles sido intercetados após perseguição pelo lesado, foi hoje anunciado.
A Linha Nacional de Prevenção do Suicídio recebeu cerca de 25.600 chamadas no primeiro ano de atividade, das quais quase 700 correspondiam a situações de risco iminente de suicídio, avançou hoje à Lusa o coordenador clínico do serviço.
Carlos Mendonça, antigo presidente da Câmara Municipal do Nordeste eleito pelo PS, foi condenado a 10 anos de prisão e a 300 dias de multa. O tribunal deu como provados crimes de peculato, falsificação de documento e abuso de poder num processo relacionado com a utilização de dinheiros públicos.
O ex-presidente do Colégio de Competência em Emergência Médica Vítor Almeida alertou hoje que mais de 22 mil ocorrências de nível P1, situações associadas a risco de vida iminente, continuam sem socorro adequado.