CHEGA vai processar Estado português para devolver aos cidadãos o dinheiro cobrado a mais nos combustíveis

André Ventura anuncia que o CHEGA vai avançar judicialmente contra o Estado para exigir a devolução aos cidadãos dos valores cobrados indevidamente nos combustíveis. A iniciativa surge numa altura em que os preços voltam a disparar: o gasóleo deverá subir 12 cêntimos e a gasolina nove cêntimos por litro esta semana.

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O CHEGA vai processar o Estado português para devolver aos cidadãos de valores cobrados a mais nos combustíveis.

A decisão foi anunciada por o presidente do CHEGA, André Ventura, num momento em que abastecer volta a representar uma pesada fatura para as famílias. Esta semana, o gasóleo deverá aumentar cerca de 12 cêntimos por litro e a gasolina nove cêntimos, num dos maiores agravamentos dos últimos meses.

A confirmarem-se as previsões, o preço médio do gasóleo deverá atingir os 2,14 euros por litro, mais 51 cêntimos do que no início de março. Já a gasolina deverá rondar os 2,11 euros, acumulando uma subida de cerca de 40 cêntimos em seis meses.

O partido contesta valores cobrados aos consumidores através da fiscalidade sobre os combustíveis e pretende que a Justiça determine se existe dinheiro que tenha sido arrecadado indevidamente e que, nesse caso, deva ser devolvido aos cidadãos.

A iniciativa judicial ganha peso político numa altura em que Portugal continua entre os países europeus onde abastecer é mais caro. Segundo dados da Comissão Europeia, o país surge no 9.º lugar entre os Estados europeus com os combustíveis mais caros, ainda antes de ser contabilizado o novo aumento previsto para esta semana.

O cenário internacional também não oferece sinais de alívio. Com o conflito no Médio Oriente a manter a pressão sobre os mercados, o petróleo aproxima-se dos 100 dólares por barril, havendo analistas que admitem uma subida do Brent acima dos 120 dólares caso a escalada militar continue.

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