A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu e arrestou bens avaliados em cerca de 15 milhões de euros no âmbito de duas investigações relacionadas com alegados lucros provenientes do tráfico de droga, avança o Jornal de Notícias.
Imóveis, viaturas, contas bancárias, produtos financeiros e participações em empresas estão entre o património que ficou sob controlo das autoridades. As diligências foram conduzidas pelo Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da PJ, com o objetivo de impedir que os bens possam ser vendidos, transferidos ou ocultados enquanto decorrem os respetivos processos judiciais.
Só numa das investigações, que envolve cinco arguidos, a PJ identificou mais de 25,6 milhões de euros em património considerado incompatível com os rendimentos declarados.
As autoridades avançaram com o arresto de cerca de 12,8 milhões de euros em bens e valores, entre os quais 93 imóveis, quatro veículos, produtos financeiros e participações em sociedades comerciais.
Alguns dos arguidos encontram-se em prisão preventiva e já foram acusados pelo Ministério Público. O processo está atualmente em fase de instrução no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
A segunda investigação tem como arguidos 15 pessoas acusadas de tráfico de droga agravado, associação criminosa e branqueamento de capitais. Neste processo, foram apreendidos seis imóveis e dois veículos pesados, além de terem sido arrestados outros imóveis, viaturas, contas bancárias e participações em empresas.
Só neste segundo processo, os bens e valores apreendidos ou arrestados ascendem a cerca de dois milhões de euros, elevando para aproximadamente 15 milhões de euros o património atingido pelas medidas judiciais nas duas investigações.
As operações estiveram a cargo do GRA e mobilizaram 52 elementos da Polícia Judiciária, numa atuação articulada com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Tribunal Central de Instrução Criminal.