Ventura arrasa permanência de Luís Neves: “A degradação tem de ter um limite”

André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.

© Folha Nacional

André Ventura colocou esta segunda-feira Luís Montenegro no centro da justificação para a moção de censura apresentada pelo CHEGA. Na Assembleia da República, o líder do partido responsabilizou diretamente o primeiro-ministro pela situação e considerou que o ministro da Administração Interna já deveria ter abandonado o cargo.

“O ideal para o sistema político e para as instituições era que esta moção de censura não tivesse chegado. Luís Neves já devia ter saído”, afirmou.

Para Ventura, a iniciativa parlamentar não resulta de uma vontade inicial do CHEGA de derrubar o Governo, mas daquilo que classifica como “teimosia” e “falta de padrão ético” de Montenegro na manutenção de Luís Neves no Executivo.

“Porque é que Montenegro mantém Luís Neves como ministro?”, questionou, garantindo que o partido tentou encontrar outras formas de resolver a polémica. “É por teimosia do primeiro-ministro que a situação de Luís Neves não está resolvida.”

O presidente do CHEGA considera que a sucessão de polémicas em torno do ministro ultrapassou os mínimos exigíveis a um governante, caracterizando-o como um “xerife da República”, pela sua posição de poder excessivo. “A degradação tem de ter um limite”, avisou.

A moção de censura servirá agora, segundo o líder do CHEGA, para obrigar os restantes partidos a clarificarem a sua posição: “Querem a saída de Luís Neves ou estão disponíveis para o manter no Governo?”

“Sentimos que fizemos tudo o que era possível fazer. Todos dizem o mesmo. Se os partidos querem, na mesma, manter Luís Neves em funções, o que estão dispostos a fazer?”, perguntou Ventura, acrescentando estar convencido de que existem forças políticas que querem a saída do ministro e “a decência de volta ao Parlamento”.

O líder do CHEGA respondeu também aos partidos que admitem censurar a atuação do Governo, mas rejeitam acompanhar uma iniciativa apresentada pelo CHEGA. “O CHEGA é a oposição e tem de liderar a oposição”, afirmou.

Ventura acusa Estado de mentir

“O CHEGA fez uma pergunta formal ao Estado. E veio-se a ver que o Estado mentiu”, acusou.

Ventura referia-se aos 144 mil euros inicialmente associados à destruição dos bidões de produtos químicos, sustentando que posteriormente se percebeu que aquele montante não dizia respeito apenas aos bidões em causa, mas abrangia outro material.

“144 mil euros não eram para destruir só os bidões, mas todo o material”, afirmou.

Últimas de Política Nacional

André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.