Os números deixam o Governo praticamente isolado numa das áreas que mais diretamente pesa no dia a dia dos portugueses. Entre os inquiridos, 40% consideram a resposta do Governo “inadequada” e outros 37% vão ainda mais longe, classificando-a como “muito inadequada”.
O descontentamento atravessa o país e não fica confinado a uma região. No Norte, 80% avaliam negativamente a atuação do Governo; na Área Metropolitana do Porto são 77%, no Centro 78%, na Área Metropolitana de Lisboa 76% e no Sul e Ilhas 74%. Ou seja, em todas as regiões analisadas, cerca de três quartos ou mais dos inquiridos dão nota negativa à resposta de Montenegro ao agravamento do custo de vida.
Mais embaraçoso para o primeiro-ministro é o facto de o descontentamento também entrar pelo próprio eleitorado que colocou a AD no Governo. Entre os portugueses que declararam ter votado PSD/CDS-PP nas legislativas de 2025, 65% consideram a atuação governamental inadequada ou muito inadequada na resposta à subida do custo de vida.
O resultado surge num momento em que o aumento dos encargos com habitação, combustíveis e bens essenciais continua a dominar as preocupações das famílias.
A sondagem foi realizada pela Aximage junto de 1.109 eleitores residentes em Portugal, com trabalho de campo entre 1 e 7 de setembro de 2026. A ficha técnica indica um erro máximo de referência de ±2,9 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%.
Ficha técnica
Sondagem realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem, Lda. para o Jornal Folha Nacional, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre a intenção de voto legislativo e temas da atualidade política, nomeadamente a principal figura da oposição, a liderança da direita em Portugal, o caso do ministro Luís Neves, a moção de censura, o combate à criminalidade e a resposta do Governo ao aumento do custo de vida. FichaTecnica_deposito 070926.pdf
O trabalho de campo decorreu entre 1 e 7 de setembro de 2026. O universo do estudo corresponde a residentes em Portugal, com 18 ou mais anos e acesso à Internet. Foram realizadas 1109 entrevistas, através de questionário online (CAWI), a partir de um painel de indivíduos e com uma amostra estratificada por sexo, grupo etário e região. A taxa de resposta foi de 94,54%.
As 1109 entrevistas correspondem a uma margem de erro global de ±2,94%, para um grau de confiança de 95%. A distribuição dos indecisos tem em consideração a votação anterior e questões adicionais relativas ao posicionamento esquerda/direita. A direção técnica do estudo é assegurada por Ana Carla Basílio, sendo a coordenação global da responsabilidade de José Almeida Ribeiro. A ficha técnica e os resultados da sondagem foram depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social.