“Os impostos sobre os combustíveis são um roubo”: CHEGA protesta pelo país contra peso fiscal nas bombas

Lonas com a mensagem “Os impostos sobre os combustíveis são um roubo” estão a ser colocadas pelo CHEGA em vários pontos do país. A ação acompanha a pressão parlamentar do partido para reduzir temporariamente o IVA dos combustíveis para a taxa intermédia, numa altura em que gasolina e gasóleo continuam acima dos dois euros por litro.

© Folha Nacional

O CHEGA levou para a rua a contestação à fiscalidade sobre os combustíveis. O partido liderado por André Ventura está a espalhar pelo país lonas com a frase “Os impostos sobre os combustíveis são um roubo”, numa ação destinada a colocar o peso dos impostos no centro do debate sobre o preço pago pelos portugueses sempre que abastecem.

A campanha surge numa altura de forte pressão sobre os preços nas bombas. Na semana de 14 de setembro, as previsões apontavam para o gasóleo na ordem dos 2,15 euros por litro, enquanto a gasolina permanecia acima dos dois euros. A escalada tem sido impulsionada pela instabilidade internacional e pela evolução das cotações dos produtos refinados: desde o início da atual crise no Médio Oriente e até 11 de setembro, o gasóleo acumulava uma subida de 47,4 cêntimos e a gasolina de 39 cêntimos.

A ofensiva do CHEGA não se fica, contudo, pela rua. A 14 de setembro, o partido entregou no Parlamento o Projeto de Lei n.º 740/XVII/1.ª, propondo a redução temporária do IVA aplicado aos combustíveis para a taxa intermédia. A iniciativa será discutida a 24 de setembro, através de um agendamento potestativo do grupo parlamentar.

André Ventura tem também pressionado o PS a acompanhar a proposta, depois de os socialistas terem defendido uma descida do IVA perante a escalada dos preços. O presidente do CHEGA pretende, assim, confrontar os partidos com aquilo que dizem fora do Parlamento e com a posição que assumirão quando chegar o momento de votar.

A fiscalidade é, de resto, uma peça importante na diferença entre os preços praticados em Portugal e Espanha. Um estudo recente da ERSE concluiu que essa diferença resulta sobretudo dos impostos, não tendo encontrado evidência de margens abusivas por parte dos operadores.

O Governo rejeita estar a aproveitar a subida dos combustíveis para aumentar a receita do Estado.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.