Mais de 120 mil mortes por ano deixam uma fatura que Portugal nem sequer sabe quanto custa

O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.

© Ana Luísa Alvim / CML

Portugal contabiliza as mortes, mas não sabe quanto custa o luto que fica para quem cá permanece.

Todos os anos morrem mais de 120 mil pessoas no país e as consequências de cada perda estão longe de terminar com o funeral ou com os dias de ausência ao trabalho previstos na lei. Para muitas famílias, o impacto pode prolongar-se durante meses ou mesmo anos, com consequências na saúde, na vida profissional e no rendimento.

A dimensão do problema ultrapassa, por isso, a esfera familiar. De acordo com o Jornal de Notícias, as empresas podem enfrentar períodos de ausência e quebras de produtividade, enquanto os efeitos na saúde física e psicológica podem traduzir-se numa maior utilização de serviços e, consequentemente, em custos para o Estado.

Apesar dessa dimensão, Portugal não dispõe de uma avaliação global que permita perceber quanto representa, em termos económicos e sociais, o impacto do luto.

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