Podia escrever este texto, sem conhecimento de causa ou sem a devida sensibilidade, guiando-me somente pelo sensacionalismo dos temas da moda. Não é o caso, falo com conhecimento de causa. Não é o tempo de queixumes, muito menos de lamúrias, pois o CHEGA tem crescido e prosperado independentemente dos erros de casting ou das barreiras institucionais.
Dito isto, espanta-me, nos dias que correm, escutar de viva voz e sem qualquer tipo de pudor, discursos partidários de forte cariz ideológico em sede de formação, onde os formandos, pela posição em que se encontram, estão já numa situação de vulnerabilidade, não lhes sendo prudente desmentir ou retorquir.
Não é ético nem deontologicamente aceitável usar a condição de formador ou docente para disseminar propaganda política, como verifiquei recentemente. Na minha opinião, a comunidade científica deve abster-se de proferir qualquer comentário político em sede de formação ou aula, se o fizer, deverá fazê-lo sob uma abordagem neutra, desinteressada e holística, abraçando todo o espectro da política nacional, permitindo que os jovens formem a sua própria opinião e tomem qualquer decisão devidamente informados.
Temos constatado que o centro e a esquerda têm gradualmente perdido terreno para a verdadeira direita, a nossa. Escândalos, corrupção, incompetência e miséria têm sido a principal pedra de toque do sistema bipartidário que vigorou até à emergência do CHEGA.
O nosso presidente tem conquistado o respeito e a admiração do povo português, apesar das dores de crescimento do Partido. As pessoas já não têm receio ou vergonha de dizer que simpatizam ou pertencem ao CHEGA.
No entanto, continua-se a assistir a atos de cobardia intelectual perpetrados pela esquerda, nas instituições académicas, onde o público-alvo, ainda fácil de moldar, ocupará em breve lugares de destaque na nossa sociedade. Nesta sequência, sem prejuízo do legado dos clássicos da ciência política, é imperativo que exista uma Suíça, um oásis, um terreno neutro no domínio do saber, sob pena de a própria ciência ficar comprometida.
Neste âmbito, seria amplamente benéfico que o Partido propusesse uma revisão deontológica e consequente regulamentação no setor da educação, a fim de se impedir a doutrinação ideológica em sede de aula e de formar jovens com liberdade de pensamento, independentemente da corrente política que venham a seguir.