O colapso do BPN e do Banif continua a deixar uma pesada fatura ao Estado português. Segundo avança o Dinheiro Vivo, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 prevê uma autorização de despesa de 334 milhões de euros para gerir os ativos e responsabilidades deixados pelos dois bancos.
Do montante previsto, cerca de 261 milhões de euros destinam-se às entidades ligadas ao antigo Banif, enquanto 73,1 milhões serão canalizados para a Parvalorem, sociedade responsável por gerir parte dos ativos problemáticos do BPN.
Apesar de os bancos terem desaparecido, as dívidas continuam por resolver. De acordo com dados do Tribunal de Contas citados pelo jornal, ainda falta recuperar cerca de 5,8 mil milhões de euros do apoio público ao BPN e 2,85 mil milhões do Banif.
A Parvalorem deverá ser extinta até ao final de 2027, mas mantém uma dívida ao Estado próxima dos cinco mil milhões de euros. O Governo prevê, contudo, receitas que poderão compensar as despesas inscritas para estas entidades no próximo ano.
O problema estende-se ao conjunto do setor bancário. Desde 2008, o Estado disponibilizou cerca de 30 mil milhões de euros em apoios à banca, dos quais recuperou apenas 8,9 mil milhões. Continuam por recuperar aproximadamente 21 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados.