Alimentos devem ficar 18% mais caros até 2027

O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.

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O preço dos alimentos poderá aumentar 18% entre 2025 e 2027, devido às dificuldades de abastecimento provocadas pelos conflitos internacionais, segundo as projeções divulgadas esta quarta-feira pelo Banco Mundial, consultadas pelo Jornal de Notícias.

A instituição prevê ainda uma subida de 32% nos preços da energia em 2026, seguida de uma ligeira descida no próximo ano.

De acordo com o Banco Mundial, o conflito no Médio Oriente é um dos principais fatores responsáveis pelo aumento dos custos energéticos. O preço médio do barril de petróleo Brent deverá passar de 69 dólares, em 2025, para 91 dólares este ano.

Para 2027, a instituição admite uma descida do Brent para uma média de 79 dólares por barril, caso não sejam retomadas as hostilidades entre Israel, os Estados Unidos e o Irão após as eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 3 de novembro.

No entanto, se o conflito voltar a intensificar-se, o Banco Mundial estima que o preço do Brent possa atingir os 105 dólares por barril em 2027.

As previsões apontam também para um aumento de 14% no preço dos fertilizantes e de 25% no dos metais durante este ano.

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