O diretor financeiro da Polícia Judiciária (PJ), Álvaro Pires, foi afastado das funções, na sequência de uma decisão de não renovar a sua comissão de serviço.
Segundo avança o Correio da Manhã, citando a RTP, a direção nacional da PJ decidiu não manter o responsável no cargo, tendo o próprio manifestado também a intenção de não continuar.
Álvaro Pires confirmou ao Observador que não lhe foram comunicadas as razões da decisão, tendo-lhe sido apenas transmitido que a renovação não seria oportuna.
O afastamento surge meses depois da polémica envolvendo a Construbarcelos, empresa que realizou obras na residência de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da PJ.
Álvaro Pires esteve associado à decisão de deixar à guarda daquela empresa um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária.
A polémica começou em julho, quando foi noticiado que a Construbarcelos, além de ter realizado obras na residência particular de Luís Neves, tinha celebrado contratos públicos relacionados com a PJ.