Presidente francês afirma que a Europa é “mortal” e que “pode morrer”

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que a Europa é “mortal” e que “pode morrer” ou ser “relegada”, durante um discurso que foi visto como a sua entrada na campanha para as eleições europeias.

© facebook.com/EmmanuelMacron

 

“Devemos ser claros hoje sobre o facto de que a nossa Europa é mortal, pode morrer”, disse Macron.

E prosseguiu: “Depende apenas das nossas escolhas, mas estas escolhas têm de ser feitas agora”, porque “na próxima década, (…) há um enorme risco de sermos enfraquecidos ou mesmo relegados”.

Numa altura em que o seu partido parece estar a lutar contra o Rassemblement National, de direita radical, nas sondagens, Macron propôs a criação de um “conceito estratégico para uma defesa europeia credível” face às ameaças externas, nomeadamente da Rússia.

Apelando para uma “capacidade europeia de cibersegurança e ciberdefesa”, defendeu “a preferência europeia na compra de equipamento militar” e apoiou a ideia de um empréstimo europeu para financiar este esforço de defesa.

O chefe de Estado francês apelou também à União Europeia para que “recupere o controlo das suas fronteiras” e “assuma a responsabilidade por elas”, um tema que agrada fortemente aos eleitores de direita.

Propôs também “uma estrutura política” a nível europeu que permita tomar decisões sobre “a imigração, a luta contra o crime organizado, o terrorismo, o tráfico de droga e a cibercriminalidade”.

De acordo com uma sondagem da Opinionway sobre as eleições europeias de 09 de junho, publicada na sexta-feira passada, a lista da maioria presidencial, com 19%, continua muito atrás da lista da direita radical Rassemblement National (29%), mas mantém uma clara vantagem sobre a dos socialistas (12%).

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