Bolsas chinesas abrem com ganhos moderados após acordo de princípio entre China e EUA

As bolsas chinesas abriram hoje com ganhos moderados, depois de China e Estados Unidos terem concluído uma nova ronda de negociações comerciais com um acordo de princípio, que aguarda a aprovação dos dirigentes dos dois países.

© D.R.

As duas principais praças financeiras da China continental, Xangai e Shenzhen, subiram 0,61% e 1,05%, respetivamente, durante a sessão da manhã.

O índice de referência de Hong Kong, o Hang Seng, abriu com uma subida 0,8% e o índice Hang Seng China Enterprises, que mede o desempenho das ações chinesas cotadas na antiga colónia britânica, avançou 0,87%.

O Nikkei 225, índice de referência no Japão, estava a subir 0,40% a meio da sessão de negociação. O KOSPI sul-coreano avançava 0,70%.

O dólar valorizou ligeiramente e o ouro subiu 0,4%.

Os futuros dos índices bolsistas norte-americanos recuaram 0,3%, com os investidores à procura de detalhes das conversações em Londres.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos caíram cerca de um ponto base para 4,46%, antes da publicação dos dados da inflação nos EUA, agendada para hoje.

As negociações em Londres ocorreram após acusações mútuas entre os EUA e a China de incumprimento do acordo alcançado em maio, em Genebra, onde tentaram pôr fim à guerra comercial que se intensificou nos últimos meses.

As delegações dos EUA e da China, reunidas durante dois dias em Londres para resolver as diferenças comerciais entre os dois países, anunciaram na noite de terça-feira um acordo de princípio, deixando a validação para os respetivos presidentes.

“As duas partes chegaram a um acordo de princípio sobre uma estrutura geral […] e reportarão essa estrutura geral aos seus respetivos líderes”, adiantou à imprensa o representante do Comércio Internacional da China, Li Chenggang.

O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, manifestou confiança de que a questão dos envios chineses de terras raras — considerada demasiado limitada pelas autoridades norte-americanas — “será resolvida através da implementação desta estrutura geral” de acordo.

Lutnick liderou a delegação americana, juntamente com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, enquanto o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, um confidente próximo do presidente Xi Jinping, liderou a comitiva chinesa.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.