Combustíveis voltam a disparar na próxima semana. Gasóleo pode subir oito cêntimos já na próxima semana

Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.

© D.R

Os combustíveis deverão voltar a subir no arranque da próxima semana, com novos aumentos previstos tanto para a gasolina como para o gasóleo, numa altura em que o petróleo continua a valorizar nos mercados internacionais, adiantou fonte do setor ao Notícias ao Minuto.

As estimativas provisórias apontam para uma subida de 4,5 cêntimos por litro na gasolina e para um aumento ainda mais expressivo no gasóleo, que poderá encarecer cerca de oito cêntimos por litro já a partir de segunda-feira.

A confirmar-se, o gasóleo volta a ser o combustível mais penalizado, agravando os custos de mobilidade de milhares de famílias e aumentando a pressão sobre empresas, transportes e setores fortemente dependentes da rodovia.

Atualmente, o preço médio do gasóleo simples ronda os 1,956 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 se fixa nos 1,929 euros, valores que deverão voltar a subir num contexto de crescente pressão sobre os mercados energéticos.

A nova escalada surge numa altura em que o barril de Brent voltou a superar os 112 dólares, impulsionado pela tensão no Médio Oriente e pela instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo.

Com o petróleo novamente em alta, os combustíveis preparam-se para voltar a pesar ainda mais na carteira dos portugueses.

Últimas de Economia

Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.