PJ detém dois estrangeiros e apreende duas toneladas de canábis em Mação

A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois cidadãos estrangeiros e apreendeu cerca de duas toneladas de canábis, no âmbito da operação “Ortiga”, realizada na zona de Mação, no distrito de Santarém, anunciou hoje aquela força policial.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a PJ adiantou que a investigação visou um grupo criminoso dedicado à “introdução de grandes quantidades de canábis em mercados europeus e africanos”, através da utilização fraudulenta de empresas farmacêuticas.

De acordo com a nota, o grupo, composto por cidadãos nacionais e estrangeiros, terá adquirido várias empresas do setor farmacêutico autorizadas a comercializar canábis medicinal, com o objetivo de facilitar o tráfico.

“No âmbito das investigações, foi possível determinar que um grupo criminoso, constituído por diversos cidadãos nacionais e estrangeiros, após proceder à aquisição de várias empresas farmacêuticas, infiltraram diversas sociedades comerciais licenciadas para o comércio por grosso, importação e exportação de canábis medicinal”, lê-se no comunicado.

A PJ referiu ainda que os suspeitos aproveitaram-se das falhas no sistema de fiscalização e controlo de exportações de canábis medicinal em Portugal, utilizando documentação e certificados falsos para enviar milhares de quilos da substância para mercados ilícitos.

Segundo a PJ, a operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, no seguimento de uma investigação iniciada no início do mês em cooperação com a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

A nota adiantou ainda que a investigação permitiu interromper a atividade criminosa, que decorria há vários meses.

Os dois detidos foram presentes à autoridade judiciária competente, tendo-lhes sido aplicadas medidas de coação não detentivas.

Últimas do País

Um esquema de tráfico internacional que utilizava filtros de água para esconder cocaína proveniente de um cartel colombiano terminou com condenações em tribunal. Segundo avança o Jornal de Notícias, os equipamentos eram utilizados para dissimular a droga e facilitar a sua importação.
O Serviço Nacional de Saúde não dispõe de um mecanismo de atualização regular dos preços pagos aos privados pelos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) convencionados e sete áreas estão sem alteração dos valores desde 2014.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) contabilizou 1657 crimes em ambiente escolar durante 2026, incluindo 72 ocorrências de bullying e seis de ciberbullying. Setúbal e Porto estão entre os distritos com mais casos de bullying.
O Ministério Público abriu uma investigação a negócios celebrados entre uma entidade ligada ao Serviço Nacional de Saúde e uma empresa privada. Estão em causa 160 contratos públicos, no valor global de 120 milhões de euros, realizados em apenas dois anos.
A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
A Polícia Judiciária capturou 65 pessoas procuradas pela justiça estrangeira nos primeiros três meses de 2026, quase metade das detenções realizadas durante todo o ano anterior. O aumento dos mandados internacionais e o reforço da cooperação policial explicam a subida dos números.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.