Fogo na Covilhã está novamente fora de controlo

Município da Covilhã lançou um "alerta de precaução" para as localidades de Coutada, Peso, Vales do Rio, Taliscas, Ourondinho, Unhais da Serra, Dominguizo e Tortosendo.

© LUSA/ Estela Silva

O incêndio florestal que lavra na Covilhã, distrito de Castelo Branco, está fora de controlo, um agravamento que se “deve à intensidade do vento”, alertou a Câmara.

Numa comunicação na rede social Facebook, publicada pelas 17:00, o município da Covilhã lançou um “alerta de precaução” para as localidades de Coutada, Peso, Vales do Rio, Taliscas, Ourondinho, Unhais da Serra, Dominguizo e Tortosendo.

“Face à situação de fogo que se regista no concelho, informa-se que as condições no terreno se agravaram esta tarde devido à intensidade do vento e o incêndio encontra-se novamente fora de controlo”.

Neste âmbito, a autarquia pede a máxima precaução às populações das zonas afetadas, sobretudo destas oito localidades.

No concelho, pelas 17:00, estavam cortadas ao trânsito a EN230, Unhais da Serra, a EN 343-1, entre Paul e Ourondinho, e a EM513, entre Dominguizo e Peso.

O município pediu ainda a todas as pessoas das zonas afetadas que permaneçam em local seguro, adotem comportamentos de autoproteção e sigam sempre as indicações das autoridades.

Devem também evitar a exposição ao fumo, bem como deslocações desnecessárias para evitar riscos e para não interferir com as operações de socorro.

Este incêndio, que começou na quarta-feira em Arganil, no distrito de Coimbra, já atingiu três concelhos do distrito de Castelo Branco (Castelo Branco, Fundão e Covilhã).

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 02 de agosto.

Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual chegaram dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos fogos.

Segundo dados oficiais provisórios, até 19 de agosto arderam mais de 201 mil hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.

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